Angraecum didieri

 

 

Hoje vou falar de uma planta espetacular oriunda de um país insular do sudeste africano. Uma planta de pequeno porte e cuja flor, de formato estrelado, esbanja uma longa e simpática “cauda”, formando uma figura que lembra o típico contorno dos cometas. Uma planta maravilhosa cujas flores emanam um delicioso perfume apenas no período noturno. Uma planta pertencente ao gênero que mais aprecio e cultivo. Estou falando do Angraecum didieri…

 

 

… uma verdadeira joia malgache

 

 

Angraecum (abreviatura: Angcm. ), é um gênero botânico pertencente à família Orchidaceae,  descrito em 1804 pelo naturalista e geógrafo francês Jean-Baptiste Geneviève Marcellin Bory de Saint-Vincent (1778 – 1846).

Bory de Saint-Vincent, como ficou conhecido, se destacou na botânica após algumas expedições científicas ao sul do continente africano, onde concentrou suas pesquisas em diversas ilhas do Oceano Índico, como Madagascar, Comores e Reuniões, entre outras.

 

Angraecum didieri - Bory JPG

Coronel Jean-Baptiste Geneviève Marcellin Bory de Saint-Vincent

Imagem retirada da internet – Site:
https://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Baptiste_Bory_de_Saint-Vincent

 

 

Em 1805, regressado a França, Bory de Saint-Vincent alistou-se no exército e lutou ao lado de Napoleão Bonaparte nas Batalhas de Ulm e Austerlitz.

 

Angraecum didieri - Napoleao

Napoleão Bonaparte

Imagem retirada da internet – Site:
https://www.todoestudo.com.br/historia/napoleao-bonaparte

 

 

O nome deste gênero, Angraecum, é a forma latinizada de Angrec, palavra malgache (de Madagascar) oriunda do malaio, e que se refere á sua aparência similar ao gênero Vanda.

 

 

A planta considerada “tipo” para este gênero é o Angraecum eburneum, descrito pelo próprio Bory de Saint-Vincent, utilizando um exemplar encontrado na ilha Reunião.

 

Angraecum didieri - Angraecum eburneum JPG

Angraecum eburneum

Imagem retirada da internet – Site:
https://www.orquideashop.com.br/novidades/angraecum-eburneum/

 

 

As mais de 200 espécies que compõem este gênero são originárias da África tropical e ilhas da região sudeste desse continente, em altitudes que variam desde o nível do mar até 2000 metros.

 

Angraecum didieri - ocorrencia genero JPG

Angraecum – Ocorrência

Imagem retirada da internet – Site:
http://mappictures.blogspot.com/2012/06/africa-map.html#.Xezey5NKiUm

 

 

O principal centro de dispersão das espécies do gênero Angraecum é Madagascar, a quarta maior ilha do mundo, e que está localizada no sudeste do continente africano. Com fauna e flora maravilhosas, este com certeza é um dos locais que mais desejo conhecer e é destino certo para uma futura viagem. Quero ver os Angraecum em seu habitat natural, conhecer os imponentes e gigantescos Baobás, os simpáticos lêmures e os “temidos” animais que habitam a ilha:

 

Angraecum didieri - Madagascar animais JPG

Imagem retirada da internet – Site:
https://pt.quizur.com/quiz/qual-personagem-de-madagascar-voce-seria-bmia

 

 

A seguir cito algumas características típicas das espécies do gênero Angraecum:

  • São plantas epífitas, sendo que algumas espécies ocasionalmente podem ser encontradas vegetando de forma rupícola fixadas sobre rochas cobertas de musgo.
  • São todas vandaceas, ou seja, apresentam forma de crescimento monopodial.
  • Suas flores normalmente apresentam formato estrelado e possuem uma longa “cauda” (nectário) em sua parte traseira.
  • Normalmente são muito perfumadas.
  • A grande maioria das espécies de Angraecum apresentam tons fortes e brilhantes de branco em suas estruturas florais, existindo algumas poucas com tonalidades variadas de bege ou suavemente esverdeadas.

 

 

Para facilitar o estudo, as diversas espécies do gênero Angraecum estão divididas em 19 seções, obedecendo a determinadas características distintivas. Abaixo mostro uma tabela resumida que preparei informando os nomes destas seções, e citando alguns exemplos:

 

Angraecum didieri - seções parte 1 JPG

 

Angraecum didieri - seções parte 2 JPG

 

 

Recentes revisões de Angraecum transformaram várias das citadas seções em novos gêneros. A seguir cito três exemplos de plantas bem conhecidas no Brasil:

 

Exemplo 1: Angraecum distichum, pertencente à seção Dolabrifolia, que em 2007 passou a ser classificado como Dolabrifolia disticha.

Exemplo 2: Angraecum leonis, pertencente à seção Humblotiangraecum, que em 2013 passou a ser classificado como Humblotiangraecum leonis.

Exemplo 3: Angraecum scottianum, pertencente à seção Arachnangraecum, que também em 2013 passou a ser classificado como Arachnangraecum scottianum.

 

Abaixo mostro foto do último exemplo acima apresentado:

 

Angraecum didieri - Angraecum scottianum JPG

Angraecum scottianum

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

A rigor eu deveria seguir esta nova nomenclatura. Porém, por se tratar de sinônimos, e como são nomes pouco conhecidos, no intuito de facilitar a pesquisa dos amigos que visitam este blog, resolvi manter o vínculo com o gênero Angraecum.

 

 

Apenas como curiosidade, e sem nenhuma comprovação científica, algumas das plantas deste gênero ainda hoje são utilizadas por alguns povos africanos, para auxílio no tratamento de doenças das vias respiratórias e no trato do aparelho digestivo.

 

 

Com absoluta certeza a espécie mais conhecida deste gênero e o Angraecum sesquipedale, a “orquídea-cometa”, principalmente por ter sido objeto de pesquisa do naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882), autor do livro “A origem das espécies”, e grande admirador das orquídeas.

 

Angraecum didieri - Angraecum sesquipedale JPG

Angraecum sesquipedale

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

Angraecum didieri - Darwin JPG

Charles Darwin

Imagem retirada da internet – Site:
https://www.infoescola.com/biografias/charles-darwin/

 

 

Certa vez, Darwin recebeu de um amigo um Angraecum sesquipedale vindo de Madagascar. A planta floresceu e ele reparou que o labelo da flor formava uma espécie de tubo nectário que media perto de 30 centímetros.

Em sua publicação “A fecundação das orquídeas” de 1862, ele supôs que em algum ponto de Madagascar, ilha que nunca visitou, deveria existir algum inseto probóscide (mariposa, boboleta, pernilongo, traça, etc), com tromba ou aparelho bucal alongado, que seria o responsável pela polinização destas flores. Ainda, pelo fato do perfume desta orquídea ser mais acentuado durante a noite, ele afirmou que provavelmente seria uma mariposa, que tem hábitos noturnos.

Darwin ainda afirmou que este ser deveria ter uma tromba com aproximadamente 28 centímetros, adequada para extrair o néctar que fica na ponta do tubo nectário da flor em questão. Na época foi ridicularizado por pesquisadores de todo o mundo.

Duas décadas após a morte de Charles Darwin, dois entomólogos filmaram a mariposa-esfinge (Xanthopan morgani), desenrolando sua língua enorme (próximo a 30cm), e a introduzindo no canal de néctar da orquídea que Darwin havia estudado. Tratava-se de um exemplar de Angraecum sesquipedale, comprovando que a teoria de Darwin estava correta.

Esta história do polinizador postulado tornou-se numa das mais célebres predições da teoria da evolução.

 

Angraecum didieri - Mariposa-esfinge JPG

Mariposa-esfinge  (Xanthopan morgani)

Imagem retirada da internet – Site:
https://www.britannica.com/animal/Xanthopan-morganii-praedicta

 

 

As orquídeas do gênero Angraecum são amplamente empregadas na geração de híbridos. Abaixo mostro apenas alguns dos tantos híbridos intergenéricos envolvendo orquídeas deste gênero:

 

Angraecum didieri - hibridos JPG

 

 

Exemplifico o tema com foto de uma Angranthes Grandalena, fabuloso híbrido envolvendo plantas dos gêneros Aeranthes e Angraecum, registrado em 1978 por F.Hillerman:

 

Angraecum didieri - arvore JPG

 

 

Angraecum didieri - Angranthes Grandalena JPG

Angranthes Grandalena

Imagem retirada da internet – Site:
https://www.orchidsforum.com/threads/angranthes-grandalena.4620/

 

 

E, para aqueles que desejam se aventurar na arte da hibridação, informo abaixo apenas alguns dos tantos gêneros pertencentes à subtribo Angraecinae, à qual pertence Angraecum: Aeranthes, Ambrella, Bonniera, Calyptrochilum, Campylocentrum, Cryptopus, Dendrophylax,  Jumellea, Lemurella, Lemurorchis, Neobathiea, Oeonia, Oeoniella, Ossiculum, Podangis, Sobennikoffia e seus híbridos.

 

 

E agora a planta do dia, o maravilhoso Angraecum didieri, proposto pelo botânico e médico francês Henri Ernest Baillon (1827 – 1895), mas publicado em 1902 pelo botânico e taxonomista alemão Friedrich Richard Rudolf Schlechter (1872 – 1925).

 

Focando na botânica, que é nossa área de interesse, Henri E. Baillon (abrev.: Baill.) publicou muitas obras de enorme valor científico, com grande destque para a seu “Dictionnaire de botanique“, publicado em 4 volumes entre os anos de 1876 e 1892.

 

Angraecum didieri - Baillon JPG

Henri Ernest Baillon

Imagem retirada da internet – Site:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Ernest_Baillon

 

 

No ápice de sua brilhante carreira, Baillon chegou ao cargo de diretor do famoso Jardim Botânico de Paris, e em 1894 foi eleito sócio da seleta Royal Society de Londres.

 

Angraecum didieri - Jardim Botânico de Paris JPG

Jardin des Plantes de Paris

Imagem retirada da internet – Site:
https://www.tripsavvy.com/paris-jardin-des-plantes-the-complete-guide-4586944

 

 

Schlechter, bem mais conhecido no meio da orquidologia e das pessoas que acompanham este blog, foi um dos mais renomados botânicos da história, sendo responsável pela proposição de cerca de mil espécies da família Orchidaceae. Publicou inúmeros trabalhos de grande valor científico para a orquidofilia, entre os quais se destacam:

  • Die Orchideen von Deutsch-Neu-Guinea – 1914,
  • Die Orchideen, ihre Beschreibung, Kultur und Züchtung – 1915,
  • Orchideologiae sino-japonicae prodromus – 1919,
  • Orchidaceae Powellianae Panamenses – 1922,
  • Die Orchideenflora der südamerikanischen Kordillerenstaaten (com Rudolf Mansfeld) – 1919 e
  • Monographie und Iconographie der Orchideen Europas und des Mittelmeergebietes (com G. Keller) – 1925.

 

Angraecum didieri - Schlechter JPG

Friedrich Richard Rudolf Schlechter

Imagem  retirada da internet – Site:
http://www.quazoo.com/q/Rudolf_Schlechter?alt=Rudolf_schlechter

 

 

Entrando na área de taxonomia, mostro a seguir a classificação completa da orquídea do dia:

 

Angraecum didieri - classificação JPG

 

 

A rigor, como citado nas generalidades desta aula, a planta do dia deveria ser classificada como Perrierangraecum didieri. Mas, pelos motivos explicados, preferi manter o nome Angraecum didieri. Abaixo mostro a relação completa de sinônimos para esta planta:

 

Sinonímia: Macroplectrum didieri; Perrierangraecum didieri.

 

 

Angraecum didieri é uma planta originária da diminuta área que abrange a região leste de Madagascar, mais precisamente das províncias de Tomasina e Fianarantsoa, além  de parte de Antananarivo, mais ao centro da ilha, e sudeste da província de Toliara. Em seus redutos esta magnífica orquídea pode ser encontrada vegetando de forma epífita, em florestas tropicais localizadas em altitudes compreendidas entre 500 e 1400 metros acima do nível do mar.

 

Angraecum didieri - ocorrencia especie JPG

Angraecum didieri – Ocorrência

Imagem retirada da internet – Site:
https://www.mapade.org/madagascar.html

 

 

Em termos etimológicos, o nome da espécie, didieri, é uma homenagem ao naturalista, geógrafo, etnólogo e zoólogo francês Guillaume Grandidier (1873 – 1957), que teve grande destaque com seus estudos e trabalhos científicos sobre a ilha de Madagascar.

 

Angraecum didieri - Guillaume Grandidier JPG

Guillaume Grandidier

Imagem retirada da internet – Site:
https://es.wikipedia.org/wiki/Guillaume_Grandidier

 

 

Existem vários híbridos envolvendo a orquídea do dia. Abaixo cito apenas dois exemplos, um intra e um intergenérico:

 

1 – Angraecum Star Bright:

Híbrido intragenérico registrado em 1989 por H & R.

 

Angraecum didieri - arvore 2

 

 

2 – Angranthes Grandidi:

Híbrido intergenérico registrado também em 1989, mas por F. Hillerman.

 

Angraecum didieri - arvore 3

 

 

A orquídea do dia é uma planta de pequeno porte que apresenta forma de crescimento monopodial. É desprovida de pseudobulbos, assim como todas as vandáceas. Possui um curto caule herbáceo, com grossas e vigorosas raízes velamentosas. Estas raízes são originárias de parte inferior da planta, podendo ocasionalmente emergir entre as folhas. Um fato que chama a atenção nesta espécie é a superfície rugosa e áspera que caracteriza suas raízes. Na foto abaixo mostro este interessante detalhe:

 

Angraecum didieri - raizes JPG

Angraecum didieri  –  Detalhe das raízes

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

Estas folhas brotam de forma alternada sobre o caule. Grossas, conduplicadas (1*) e coriáceas (2*), elas apresentam formato elíptico, com extremidade bilobada (3*) desigualmente. Em termos dimensionais estas folhas possuem em média 6,0cm de comprimento por 1,2cm de largura.

 

(1*) Folha conduplicada: termo botânico aplicado à folha dobrada em duas partes sobre o eixo de simetria longitudinal.

(2*) Folha coriácea: o termo coriáceo significa “semelhante ao couro”. Em termos botânicos aplica-se a folhas grossas e rígidas que quebram com facilidade.

(3*) Folha bilobada: folha que apresenta terminação em dois lobos, ou seja, que apresenta divisão em sua parte terminal.

 

Angraecum didieri - folha JPG

Angraecum didieri  –  Detalhe das folhas

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

A haste floral é uma das mais curtas que conheço dentro da família Orchidaceae. Uma pequena e grossa haste de pouco mais de um centímetro de comprimento, coberta por bainhas e que surge entre as folhas, suportando uma única flor de aproximadamente 6,0cm de diâmetro em sua extremidade.

 

Angraecum didieri - planta JPG

Angraecum didieri  –  Estruturas da planta

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

A flor desta orquídea é simplesmente fenomenal, e muito grande se comparada ao porte da planta. Possui o típico formato estrelado, com pétalas um pouco mais estreitas do que as sépalas, e um lindo labelo de formato elíptico com um longo esporão (tubo nectário) em sua parte traseira, característica do gênero, que pode passar de 15cm de comprimento. Todas as estruturas citadas apresentam uma pintura branca homogênea, podendo ocorrer algumas variações onde a tonalidade de branco é levemente esverdeada.

 

Na figura abaixo mostro estas estruturas:

 

Angraecum didieri - Flor JPG

Angraecum didieri  –  Estruturas florais

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

Apenas como curiosidade, na foto abaixo mostro o botão floral do Angraecum didieri, com formato que lembra o pinhão (semente da Araucária), no qual já se pode ver o esporão em formação.

 

Angraecum didieri - botao floral JPG

Angraecum didieri  –  Botão floral

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

  

 

E para fechar o descritivo da planta do dia, acho que só faltou falar do perfume. Uma suave e adorável fragrância adocicada que pode ser percebida apenas no período noturno, e que tem como objetivo atrair polinizadores como as mariposas, que são provocadas pelo cheiro e encontram facilmente o seu “alvo” pela cor branca que tão bem se destaca à noite.

 

 

Por ser originária de uma diminuta região geográfica, pelo avanço da especulação imobiliária, pela expansão das fronteiras agrícolas, pelas queimadas e, principalmente pela ação predatória do homem com a coleta irregular de exemplares para fins ornamentais e comerciais, Angraecum didieri é mais uma das tantas orquídeas pertencentes ao temido rol das plantas com risco de extinção (Apêndice II). Esta lista é gerada pela CITES (inglês: Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora –  português: Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção).

 

Angraecum didieri - CITES JPG

CITES – Logotipo

Imagem retirada da internet – Site:
https://mondodeirettili.blogspot.com/2012/04/cites-che-cose.html

 

 

A seguir relaciono algumas orientações sobre cultivo para quem tiver ou quiser adquirir esta planta:

 

  • Trata-se de uma planta vigorosa que se adapta bem a vários tipos de cultivo. Embora eu não recomende, muitas pessoas cultivam esta orquídea em vasos de barro ou de plástico. Nestes casos utilize um substrato de rápida drenagem confeccionado com partes iguais de carvão vegetal e pedra brita.
  • Minha recomendação é para cultivo em cascas ou troncos de árvores, ou ainda em  caixetas de madeira. As vigorosas raízes desta orquídea rapidamente vão se prender fortemente na superfície. Neste segundo caso utilize o mesmo substrato citado na dica anterior.
  • A periodicidade das regas vai depender de vários fatores, tais como do substrato utilizado, temperatura, umidade ambiente, vento, etc. Porém, se você utilizar o substrato que sugeri no parágrafo acima, que retém a umidade por pouco tempo, então recomendo regas diárias em períodos quentes, e a cada dois dias em períodos frios.
  • Diminua um pouco o volume das regas quando começarem a aparecer as inflorescências para evitar o apodrecimento dos botões florais.
  • Procure cultivar esta orquídea em local com boa ventilação. Ambientes fechados e abafados representam um irrecusável convite para pragas como ácaros, cochonilhas, pulgões e percevejos, que perfuram as diversas estruturas da planta abrindo passagem para a entrada de fungos, bactérias e vírus.
  • Este Angraecum aprecia uma boa luminosidade mas sem exposição direta a raios solares. Recomendo algo entre 40 e 50% de sombreamento.
  • Em termos de temperatura sugiro cultivo entre 15 e 35 graus. Proteja esta planta nos dias mais rigorosos do inverno.
  • Uma boa adubação também é indispensável. Faça isto periodicamente respeitando as orientações dos fabricantes.

 

Aqui na região sul do Brasil floresce normalmente entre Novembro e Dezembro, em plena primavera, e cada floração dura em média 20 dias. Se bem cultivada pode brindar seu dono com uma segunda floração no ano.

 

 

E agora, para finalizar, algumas fotos ilustrativas de dois exemplares da minha coleção, um cultivado em pequeno tronco e outro em caixeta de madeira:

 

 

Angraecum didieri - nov2019 (1)

Angraecum didieri

Cultivo em tronco

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Angraecum didieri - nov2019 (6)

Angraecum didieri

Cultivo em tronco

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Angraecum didieri - nov2019 (9)

Angraecum didieri

Cultivo em tronco

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Angraecum didieri - nov2019 (14)

Angraecum didieri

Cultivo em tronco

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Angraecum didieri - nov2019 (5)

Angraecum didieri

Cultivo em tronco

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Angraecum didieri - 2 flores - nov2019 (10)

Angraecum didieri

Cultivo em caixeta de madeira

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Angraecum didieri - 2 flores - nov2019 (8)

Angraecum didieri

Cultivo em caixeta de madeira

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Angraecum didieri - 2 flores - nov2019 (4)

Angraecum didieri

Cultivo em caixeta de madeira

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Angraecum didieri - 2 flores - nov2019 (6)

Angraecum didieri

Cultivo em caixeta de madeira

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

  

 

IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

Este blog é dedicado a pessoas que, como eu, amam e cultivam orquídeas. Meu objetivo com este trabalho é conhecer pessoas, divulgar e trocar informações sobre estas plantas.

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IMAGES: GOOGLE search

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