Bifrenaria aureofulva

 

Hoje vou falar sobre uma planta pouco cultivada e comercializada. Uma planta pouco conhecida e até menosprezada no meio da orquidofilia. Uma planta com pequenas flores que, apesar de suas cores fortes e vibrantes, possui pétalas e sépalas fortemente inclinadas sobre o labelo, aparentando não estarem totalmente abertas. Enfim, uma planta que, se não atende plenamente aos quesitos habituais de beleza para orquídeas, tem um poder único de sedução que me conquistou no primeiro olhar. Um show de planta. É a Bifrenaria aureofulva

 

 

… uma obra-prima brasileira

 

 

Bifrenaria (abreviatura: Bif.), é um gênero da família Orchidaceae, proposto em 1832 pelo botânico inglês John Lindley (1799 – 1865), provavelmente o mais renomado de todos orquidólogos.

Como já citado inúmeras vezes, Lindley provavelmente foi o mais renomado de todos orquidólogos. Descreveu centenas de gêneros e espécies, publicou muitos artigos e livros científicos, participou na fundação da revista Gardener’s Chronicle, e em 1857 foi agraciado com a Medalha Real, homenagem da Real Sociedade de Londres para pessoas com importantes contribuições para o avanço do conhecimento da Natureza.

 

Bifrenaria aureofulva - Lindley JPG

John Lindley

Foto retirada da internet – Site:
https://www.britannica.com/biography/John-Lindley

 

 

Entre suas obras destacam-se os seguintes trabalhos:

  • An Outline of the First Principle of Horticulture – 1832,
  • An Outline of the Structure and Physiology of Plants – 1832,
  • Nixus Plantarum – 1833,
  • A Natural System Botany – 1836,
  • Flora Medica – 1838,
  • Theory oh Horticulture – 1840,
  • The Vegetable Kingdom – 1846,
  • Folia Orchidaceae – 1852 e
  • Descriptive Botany – 1858.

 

A planta “tipo” deste gênero é a Bifrenaria atropurpurea, originária da Mata Atlântica da região sudeste do Brasil, e que já foi abordada neste blog no dia 13/11/2016.

 

Bifrenaria aureofulva - Bifrenaria atropurpurea JPG

Bifrenaria atropurpurea

Foto retirada da internet – Site:
www.flickr.com/photos/nolehace_photography/6074287054

 

 

Trata-se de um gênero composto por pouco menos de 30 espécies, todas originárias da América do Sul. No Brasil temos alguns exemplares na Floresta Amazônica, e quase 20 espécies na Mata Atlântica, principalmente nas regiões sul e sudeste.

 

Bifrenaria aureofulva - Ocorrencia genero JPG

Bifrenaria   –  Ocorrência

Imagem retirada da internet – Site:
http://enlaescuelapublica.blogspot.com.br/2014/03/mapa-de-america-latina-con-todos-sus.html

 

 

As regiões montanhosas do Espírito Santo e Rio de Janeiro são os principais centros de dispersão destas orquídeas, sendo que só no Parque Nacional Serra dos Órgãos (PARNASO) podemos encontrar cerca de 15 espécies.

Com mais de 20 mil hectares, este maravilhoso parque é uma Unidade de Conservação Federal de Proteção Integral, subordinada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

 

Bifrenaria aureofulva - ICMBIO JPG

Instituto Chico Mendes – Logotipo

Imagem retirada da internet – Site:
http://miracemaestadodorj.blogspot.com/2017/02/comunidade-cientifica-alerta-para.html

 

 

O Parque Nacional Serra dos Órgãos abrange os municípios de Guapirim, Magé, Petrópolis e Teresópolis, localizados na região central do Rio de Janeiro. Um dos destaques dessa região é o famoso “Dedo de Deus”, um pico de 1.692 metros de altitude, cuja silhueta se assemelha a uma mão apontando o dedo indicador para o céu.

 

Bifrenaria aureofulva - Serra dos Orgãos JPG

Parque Nacional Serra dos Orgãos

Foto retirada da internet – Site:
https://www.thousandwonders.net/Serra+dos+Órgãos+National+Park

 

 

O nome deste gênero, Bifrenaria, deriva do latim: bi, que significa “dois”, e frenum, que significa “freio”, em referência aos dois calos parecidos com tiras, que unem as políneas ao viscídio da flor.

 

As plantas deste gênero tem habitats bem diferenciados. A maior parte delas são epífitas ou rupículas, sendo raras as adaptações para vida terrestre. Algumas espécies preferem matas abertas onde recebem maior incidência de luminosidade, e outras preferem matas mais fechadas, sombrias e úmidas. Não podemos generalizar o tratamento e cuidados necessários para as plantas deste gênero. É mandatório o estudo de cada planta para um correto cultivo.

 

Apesar de algumas divergências entre orquidólogos, este gênero a princípio pode ser dividido em dois grupos:

 

Grupo 1:

É formado por espécies de Bifrenaria que possuem flores grandes e de aspecto ceroso, inflorescências curtas e com poucas flores, bulbos em formato pirâmidal, e são muito perfumadas. Estas plantas podem ser encontradas principalmente na região sudeste do Brasil,onde vegetam em matas abertas e ensolaradas.

Exemplos: Bifrenaria harrisoniae, Bifrenaria tyrianthina, Bifrenaria inodora, Bifrenaria atrpurpurea, Bifrenaria tetragona, Bifrenaria calcarata, e outras.

 

Bifrenaria aureofulva - Bifrenaria tetragona JPG

Bifrenaria tetragona

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

Grupo 2:

É formado por espécies de Bifrenaria que possuem flores pequenas, inflorescências longas e com várias flores, bulbos bem menores que as do grupo 1 e possuem um perfume muito suave. Estas plantas pode ser encontradas principalmente na região amazônica, onde vegetam em matas mais sombrias e úmidas. As plantas deste grupo anteriormente estavam vinculadas ao gênero Adipe e posteriormente ao gênero Stenocoryne.

Exemplos: Bifrenaria aureofulva, Bifrenaria racemosa, Bifrenaria longicornis, Bifrenaria vittelina, Bifrenaria leucorhoda, e outras.

 

Bifrenaria aureofulva - Bifrenaria leucorrhoda JPG

Bifrenaria leucorhoda

Foto retirda da internet – Site:
www.sorocabaorquideas.com.br/bifrenaria-leucorrhoda

 

 

E como geralmente faço, para aqueles que desejam se aventurar na ate da hibridação, listo os gêneros que pertencem à subtribo Maxillariinae, o mesmo no qual está incluso BifrenariaAnguloa, Anthosiphon, Chrysocycnis, Cryptocentrum, Cyrtidiorchis, Horvatia, Ida, Lycaste, Maxillaria, Mormolyca, Neomoorea, Pityphyllum, Rudolfiella, Scuticaria, Teuscheria, Trigonidium, Xylobium e seus híbridos.

 

Assim surgiu, por exemplo, o gênero Bifreniella (Bifla.), oriundo do cruzamento de uma Bifrenaria com uma Rudolfiella.

 

E agora a planta do dia, a Bifrenaria aureofulva, uma orquídea pouco conhecida, pouco cultivada e até desprezada por muitos, mas que eu aprecio e recomendo.

E tal descaso se deve principalmente ao fato das flores desta espécies não abrirem totalmente, como ocorre com a grande maioria das orquídeas, que espalmadas exibem a plenitude de suas estruturas florais.

 

Bifrenaria aureofulva - Flores acuminadas JPG

Bifrenaria aureofulva – detalhe das flores com segmentos acuminados

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

Esta planta foi descrita originalmente em 1838 pelo botânico William Jackson Hooker (1785 – 1865), na ocasião com o nome de Maxillaria aureofulva.

 

Hooker foi um brilhante botânico inglês, especializado em micologia e criptogâmicas (plantas que possuem os órgãos sexuais ocultos ou pouco aparentes).

 

Bifrenaria aureofulva - Hooker JPG

William Jackson Hooker

Foto retirada da internet – Site:
https://en.wikipedia.org/wiki/William_Jackson_Hooker

 

 

Hooker se celebrizou como diretor dos Reais Jardins Botânicos de Kew, localizados na periferia sudoeste de Londres, os quais dirigiu de 1841 até a data de seu falecimento. A ele se deve a construção da famosa Palm House, que durante muitas décadas foi a maior estufa do Mundo.

 

Bifrenaria aureofulva - Palm House JPG

Palm House – Royal Botanic Gardens, Kew

Foto retirada da internet – Site:
https://en.wikipedia.org/wiki/Palm_house

 

 

Por mais de 20 anos Hooker foi Professor Regius de Botânica na Universidade de Glasgow, na Escócia, e ficou mundialmente conhecido por suas inúmeras obras de relevante valor científico.

Por suas importantes contribuições para a ciência, em 1836 foi condecorado com o título honorífico britânico de Cavaleiro, passando a ser chamado de sir William Hooker.

 

A transferência de genêro, passando de Maxillaria para Bifrenaria, foi feita em 1843 pelo já citado John Lindley.

 

Sinonímia: Adipe aureofulva; Bifrenaria secunda; Epidendrum secundum; Maxillaria aureo-fulva; Maxillaria stenopetala; Stenocoryne aureofulva e Stenocoryne secunda.

 

O nome desta espécie deriva da composição de duas palavras oriundas do latim: aureus, cuja tradução é “ouro”, e fulvus, que significa “de cor amarelada, alaranjada ou dourada”, numa óbvia referência à cor predominante na flor desta orquídea.

 

A Bifrenaria aureofulva é originária da extensa faixa que se estende desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, onde vegeta de forma predominantemente epífita em altitudes inferiores a 1.700 metros. Trata-se de uma planta que se adapta facilmente a diversas condições climáticas, podendo ser encontrada nos biomas Cerrado, Caatinga e, principalmente, Mata Atlântica, seu principal centro de dispersão.

 

Bifrenaria aureofulva - Ocorrencia especie JPG

Bifrenaria aureofulva  –  Ocorrência

Imagem retirada da internet – Site:
http://passinhosdeluz.blogspot.com/2013/05/conhecendo-o-mapa-do-brasil.html

 

 

Felizmente a Bifrenartia aureofulva não corre riscos de extinção. Por possuir uma extensa área de ocorrência, esta planta atualmente é classificada pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), como LC (Least Concern), cujá tradução é “pouco preocupante”. Este grupo inclui plantas com espécies abundantes e amplamente distribuídas na natureza.

A CNCFlora é uma referência nacional em geração, coordenação e difusão de informação sobre biodiversidade e conservação da flora brasileira ameaçada de extinção. Abaixo mostro a Lista Vermelha desta entidade, com a categorização das espécies quanto ao risco de extinção (Dados obtidos no link – http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/listavermelha):

 

Bifrenaria aureofulva - CNCFlora JPG

 

 

Embora não existam muitas pesquisas sobre o tema, algumas evidências levam a crer que os principais agentes polinizadores desta orquídea são as abelhas da tribo Euglossini, da família Apidae. As abelhas desta tribo são conhecidas como abelhas-das-orquídeas, e são facilmente reconhecidas por conterem uma pigmentação metalizada, geralmente em tons de verde e/ou azul.

 

Bifrenaria aureofulva - Abelhas Euglossini JPG

Abelha da tribo Euglossini

Foto retirada da internet – Site:
https://www.pinterest.pt/pin/822892163138246811/?lp=true

 

 

Trata-se de uma planta de crescimento simpodial (1*) e cespitoso (2*)  que forma lindas touceiras. Possui rizoma curto, robusto e ramificado, com grossas raízes velamentosas. Seus pseudobulbos são monofoliados, de formato piramidal de seção transversal tetragonal, lisos quando novos tornando-se sulcados longitudinalmente com o passar do tempo. Em termos dimensionais podem chegar a 8cm de comprimento por 4cm de aresta da base.

(1*) Crescimento simpodial: termo botânico utilizado para descrever plantas que crescem de forma lateral a partir de gemas em sua base.

(2*) Crescimento cespitoso: termo botânico utilizado para descrever plantas que crescem lançando novos brotos em várias direções e de maneira aglomerada, formando densas touceiras.

 

As folhas nascem do ápice dos pseudobulbos, são grandes e finas, de formato elíptico, com medidas que podem superar 30cm de comprimento por 9cm de largura. As inflorescências são longas, podendo chegar a 40cm de comprimento, racemosas e eretas. Brotam da base dos pseudobulbos mais novos, suportando normalmente entre 5 e 15 flores ressupinadas de aproximadamente 2,5cm de diâmetro e suavemente perfumadas.

 

Bifrenaria aureofulva - Planta JPG

Bifrenaria aureofulva – Estruturas da planta

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

Nestas flores, que curiosamente são mais compridas do que largas, detaque para as sépalas, bem maiores do que as pétalas, todas voltadas para a frente, sobre o labelo, dando a impressão de que a flor não está totalmente aberta. Aliás, esta é a principal característica distintiva da espécie. Em termos de cores uma total predominância de uma cor que varia entre distintas tonalidades de amarelo e alaranjado, e com delicadas estrias avermelhadas estampadas de forma longitudinal sobre as citadas estruturas.

Na figura abaixo tento mostrar a disposição das citadas estruturas florais:

 

Bifrenaria aureofulva - Flor JPG

Bifrenaria aureofulva – Estruturas florais

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

A Bifrenaria aureofulva é uma planta robusta, extremamente resistente e que se adapta muito bem a diferentes habitats e condições climáticas. Por estes fatores considero tratar-se de uma orquídea de fácil cultivo. Abaixo relaciono algumas dicas:

  • Como todas as plantas de habito epífita, pode ser cultivada em cascas ou troncos de árvores, com muitas raízes expostas.
  • Porém, também pode ser cultivada em vaso de plástico ou caixeta de madeira. Neste caso utilize vasos preferencialmente rasos. Ainda, se esta for sua opção, então sugiro um substrato feito de partes iguais de casca de pinus, carvão vegetal e pedra brita.
  • Para esta planta é muito importante o sistema de drenagem. Qualquer acúmulo de água pode ocasionar o apodrecimento dos pseudobulbos.
  • Visando minimizar os possíveis estragos provocados por pragas como pulgões e cochonilhas, é fundamental o cultivo em local com boa ventilação.
  • Recomendo ainda cultivo com temperaturas entre 12 e 30 graus, e um sombreamento em torno de 50%.
  • Regue sua planta regularmente, diminuindo a periodicidade e a intensidade durante as estações frias do ano.
  • Pode ser dividida como quase todas as orquídeas de crescimento simpodial, cortando o rizoma e deixando pelo menos 3 ou 4 bulbos em cada parte da divisão.
  • Por último, lembro da importância de uma boa adubação.

 

 

Aqui no sul do Brasil floresce em pleno inverno e sua floração dura em média 20 dias. Recomendo.

 

A seguir relaciono algumas imagens ilustrativas, começando com algumas fotos de exemplar de minha coleção:

 

 

Bifrenaria aureofulva - jul2019 - B (1)

Bifrenaria aureofulva

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller  (Curitiba – PR)

 

 

 

Bifrenaria aureofulva - jul2019 - B (2)

Bifrenaria aureofulva

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller  (Curitiba – PR)

 

 

 

Bifrenaria aureofulva - jul2019 (1)

Bifrenaria aureofulva

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller  (Curitiba – PR)

 

 

 

Bifrenaria aureofulva - jul2019 (2)

Bifrenaria aureofulva

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller  (Curitiba – PR)

 

 

 

Bifrenaria aureofulva - jul2019 (4)

Bifrenaria aureofulva

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller  (Curitiba – PR)

 

 

E para finalizar mais algumas imagens, estas retiradas da internet:

 

 

 

Resultado de imagem para Bifrenaria aureofulva

Foto retirada da internet – Site:
https://www.seidel.com.br/produto/bifrenaria-aureofulva/

 

 

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Foto retirada da internet – Site:
https://plantasflores.net/bifrenaria-aureofulva/

 

 

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Foto retirada da internet – Site:
https://www.orquidarioaniela.com.br/product-page/bifrenaria-aureofulva

 

 

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Foto retirada da internet – Site:
https://www.orquidariotropical.com.br/p-7487711-BIFRENARIA-AUREOFULVA

 

 

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Foto retirada da internet – Site:
http://www.botaniliberec.cz/foto/detail/?f=1364

 

 

 

 

 

IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

Este blog é dedicado a pessoas que, como eu, amam e cultivam orquídeas. Meu objetivo com este trabalho é conhecer pessoas, divulgar e trocar informações sobre estas plantas.

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IMAGES: GOOGLE search

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4 pensamentos sobre “Bifrenaria aureofulva

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