Chelonistele sulphurea

 

 

 

Hoje vou falar de mais uma maravilha do sudeste asiático. Uma planta discreta e que não desperta muito interesse entre colecionadores. Uma planta de médio porte e com pequenas flores de cor verde translúcida. Uma planta de perfume encantador e com delicados e suaves contornos. Uma planta classificada como mini-orquídea, e que esbanja magníficas e interessantes inflorescências. Estou me referindo à Chelonistele sulphurea…

 

 

… uma joia de Bangka, Belitung e Kalimantan

 

 

Chelonistele (abreviatura: Chlnst.), é um gênero botânico pertencente à família Orchidaceae, descrito pelo químico e botânico alemão Ernst Hugo Heinrich Pfitzer (1846 – 1906), mas que somente foi publicado em 1907, em “Das Pflanzenreich”, um ano após a sua morte.

 

Chelonistele sulphurea - Pfitzer JPG

Ernst Hugo Heinrich Pfitzer

Imagem retirada da internet – Site:
orchideen-freunde.de/assets/images/Pfitzer_250.jpg

 

 

Especializado em taxonomia da família Orchidaceae, Pfitzer foi um renomado professor de botânica no Jardim Botânico da Universidade de Heidelberg, a mais antiga da Alemanha, fundada em 1803, onde chegou ao cargo de diretor.

 

Chelonistele sulphurea - Jardim Botanico Heidelberg JPG

Jardim Botânico de Heidelberg

Foto retirada da internet – Site:
https://botgart.cos.uni-heidelberg.de/Bilder.php

 

 

Pfitzer foi um fiel defensor do trabalho do botânico, zoólogo e médico sueco Carl Nilsson Linnaeus, já comentado neste blog, e correspondente botânico do famoso naturalista britânico Charles Darwin.

 

Entre muitas obras de incalculável valor científico, destaque para “Morphologische Studien über die Orchideenblüthe”, publicada em 1886, na qual Pfitzer descreveu vários novos gêneros, como o Paphiopedilum, que engloba as orquídeas conhecidas como “sapatinhos” do sudeste asiático.

 

Trata-se de um pequeno gênero composto por 14 espécies anteriormente vinculadas à Coelogyne, sendo Chelonistele sulphurea, a orquídea do dia, considerada planta “tipo” do gênero. A seguir informo os componentes deste gênero:

  • Chelonistele amplíssima
  • Chelonistele brevilamellata
  • Chelonistele dentifera
  • Chelonistele devogelii
  • Chelonistele ingloria
  • Chelonistele kinabaluensis
  • Chelonistele laetitia-reginae
  • Chelonistele lamellulifera
  • Chelonistele lurida
  • Chelonistele maximae-reginae
  • Chelonistele ramentacea
  • Chelonistele richardsii
  • Chelonistele sulphurea
  • Chelonistele unguiculata

 

As citadas espécies podem ser encontradas na extensa área que abrange o sudoeste asiático, desde a cordilheira do Himalaia, na Ásia, até Bornéu, na Oceania.

 

Chelonistele sulphurea - Ocorrencia genero jpg

Chelonistele  – Ocorrência

Imagem retirada da internet – Site:
http://www.prutunnelproject.info/contactUs/spokes/AsiaPacific.htm

 

 

Em seu habitat estas orquídeas vegetam de forma predominantemente epífita, ocasionalmente rupícula, em florestas sombrias e úmidas localizadas em altitudes inferiores a 2.800 metros.

 

Trata-se de um gênero com lindas plantas que muito se assemelham em termos de vegetal às espécies do gênero Dendrochilum. A seguir relaciono algumas características das espécies de Chelonistele:

  • São todas plantas que apresentam forma de crescimento simpodial e hábito predominantemente epífita.
  • Possuem rizoma curto, ramificado e rastejante, com raízes cobertas de tecido velame.
  • Apresentam pseudobulbos normalmente de formato fusiforme e alongados, distribuídos de forma compacta sobre o rizoma.
  • Normalmente são monofoliados.
  • Requerem um bom índice de umidade.
  • As flores normalmente são pequenas e distribuídas na metade terminal das longas inflorescências.
  • As inflorescências são cobertas por uma grande bráctea foliar.
  • Suas flores são muito perfumadas.

 

O nome do gênero, Chelonistele, deriva do grego: chelone, que significa “tartaruga”, e stele, que significa “coluna”, em referência ao formato da coluna da flor, que aparenta ter uma cúpula alada, algo parecido com o casco do referido réptil. Na montagem abaixo, que elaborei, fica bem evidente tal semelhança:

 

Chelonistele sulphurea - tartaruga JPG

Foto da esquerda: Chelonistele sulphurea

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

Foto da direita retirada da internet – Site:
https://clubedosanimais.com.br/tartarugas-verdes-completam-o-caminho-dos-emirados-arabes-a-oma/

 

 

Pelo tamanho diminuto de suas flores, as espécies de Chelonistele raramente são utilizadas na geração de híbridos. E para aqueles que desejam se aventurar na arte da hibridação, informo abaixo os gêneros pertencentes à subtribo Coelogyninae, à qual pertence Chelonistele: Bletilla, Bracisepalum, Bulleyia, Coelogyne, Dendrochilum, Dickasonia, Dilochia, Entomophobia, Geesinkorchis, Glomera, Ischnogyne, Nabaluia, Neogyna, Otochilus, Panisea, Pholidota, Pleione, Thunia e seus híbridos.

 

Chelonistele sulphurea - cientista JPG

Imagem retirada da internet – Site:
http://colegioformandoliderancas.blogspot.com/2015/02/6-ano-licao-de-casa-de-ciencias-dada-em.html

 

 

Agora vamos ao estudo da planta do dia, a espetacular Chelonistele sulphurea, descrita em 1825 pelo botânico teuto-neerlandês Carl Ludwig Blume (1789 – 1862), na ocasião com o nome de Chelonanthera sulphurea.

 

Chelonistele sulphurea - Blume JPG

Carl Ludwig Blume

Imagem retirada da internet – Site:
https://ca.wikipedia.org/wiki/Carl_Ludwig_Blume

 

 

Blume nasceu na Alemanha mas passou a maior parte da sua vida profissional trabalhando nos Países Baixos, onde foi diretor do famoso Herbário de Leiden. Em seu trabalho centralizou o estudo na flora do sudeste asiático, especialmente da ilha de Java, na época colônia holandesa, onde passou muito tempo coletando e pesquisando orquídeas.

Blume descreveu mais de mil espécies de plantas e escreveu vários livros e artigos, dentre os quais se destaca o “Collection des Orchides les plus remarquables De’Archipel Indien et du Japón”, lançado em  1858, com textos e ilustrações coloridas, o que era raro na época.

 

Chelonistele sulphurea - livro Blume JPG

Collection des Orchides les plus remarquables De’Archipel Indien et du Japón

Imagem retirada da internet – Site:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Ludwig_Blume

 

 

A mudança para o gênero Chelonistele, classificação atual, foi feita em 1907 por Pfitzer.

 

Esta planta é originária da área que abrange a região sul da  Tailândia, além da Malásia, Sumatra, Bornéu, Java e região sul das Filipinas, onde vegeta de forma epífita, fixada em grandes árvores cobertas de musgo, em florestas úmidas localizadas em altitudes compreendidas entre 500 e 2.800 metros.

 

Chelonistele sulphurea - Ocorrencia especie JPG

Chelonistele sulphurea  –  Ocorrência

Imagem retirada da internet – Site:
http://mapas-asia.com/sudeste-politico.htm

 

 

O principal reduto desta maravilhosa orquídea são as florestas de Kerangas, nome dados às florestas tropicais da paradisíaca região de águas cristalinas que engloba as ilhas Bangka e Belitung, localizadas a leste de Sumatra, além da Kalimantan, nome dado a área da ilha de Bornéu que pertence à Indonésia.

 

Chelonistele sulphurea - Ocorrencia especie DISPERSAO JPG

Chelonistele sulphurea  –  Principal centro de dispersão

Imagem retirada da internet – Site:
https://www.merdeka.com/peristiwa/orang-sulawesi-utara-paling-bahagia-se-indonesia.html

 

 

Chelonistele sulphurea - Ocorrencia especie DISPERSAO 2 JPG

Bangka-Belitung – Paisagem típica

Imagem retirada da internet – Site:
https://www.popbela.com/career/inspiration/romi-subhan/kuliner-khas-bangka-belitung-yang-bikin-ketagihan

 

 

O nome da espécie, sulphurea, deriva do latim; sulphur, que significa “Enxofre”, em referência à coloração amarelada de suas flores que muito se assemelha à cor deste elemento químico.

 

Sinonímia: Chelonanthera sulphurea; Chelonistele crassifolia; Chelonistele cuneata; Chelonistele kutaiensis; Chelonistele perakensis; Chelonistele pinniloba; Chelonistele pusilla; Chelonistele sulphurea var. crassifolia; Coelogyne beyrodtiana; Coelogyne croockewitii; Coelogyne cuneata; Coelogyne decipiens; Coelogyne kutaiensis; Coelogyne perakensis; Coelogyne pinniloba; Coelogyne pusilla; Coelogyne ramosii; Coelogyne sulphurea; Pholidota pusilla; Pleione croockewitii e Pleione sulfurea.

 

Existe uma variedade da planta do dia, chamada Chelonistele sulphurea var. crassifolia, cuja flor apresenta tonalidades um pouco mais pálidas, e que somente pode ser encontrada em Sabah, estado da Malásia localizado ao norte da ilha de Bornéu, onde fica o famoso Monte Kinabalu, o mais alto da região. Esta variedade da planta do dia somente pode ser encontrada em elevadas altitudes (2.200 a 2.800 metros).

 

Chelonistele sulphurea - Sabah JPG

Sabah (Bornéu)

Imagem retirada da internet – Site:
http://borneoscapes.blogspot.com/

 

 

Apenas por curiosidade, o Monte Kinabalu, com 4.095 metros de altitude, é classificado como Patrimonio Mundial pela UNESCO, e é o principal refúgio mundial de orangotangos, além de abrigar mais de 6.000 espécies de plantas, dentre as quais, além de uma grande quantidade de orquídeas, destacam-se diversas plantas carnívoras e as famosas plantas do gênero Rafflesia, com suas flores gigantes que podem passar de um metro de diâmetro e pesar quase 10 quilos.

 

Chelonistele sulphurea - Rafflesia arnoldii JPG

Rafflesia arnoldii

Foto retirada da internet – Site:
https://www.fciencias.com/2015/05/22/rafflesia-arnoldii-vida-em -destaque/

 

 

A orquídea do dia é uma planta de pequeno para médio porte, rasteira e de crescimento simpodial, que forma lindas touceiras. Possui rizoma curto e ramificado com raízes cobertas de tecido velame. Os pequenos pseudobulbos são bem definidos, normalmente monofoliados e de formato fusiforme (1*), distribuídos de forma bem compacta sobre o rizoma, lisos quando novos tornando-se levemente sulcados longitudinalmente com o passar do tempo. Em termos dimensionais, estes bulbos possuem em média 4,0cm de comprimento por 1,5cm de diâmetro.

Fusiforme (1*): nome dado a um objeto ou organismo em forma de fuso, ou seja, alongado e com as extremidades mais estreitas que o centro.

 

As folhas da Chelonistele sulphurea são finas e conduplicadas (2*), de formato lanceolado (3*), apresentando uma tonalidade escura de verde, com medidas que podem chegar a 40cm de comprimento por 5,0cm de largura.

 (2*) Conduplicada: termo botânico aplicado à folha dobrada em duas partes sobre o eixo de simetria longitudinal.

(3*) Lanceolado: em forma de lança. Que tem base larga e se afina em direção à extremidade.

 

As inflorescências são fantásticas. Finas hastes florais que brotam da base dos pseudobulbos e que podem passar de 25cm de comprimento, suportando entre 5 e 20 flores ressupinadas e dispostas de forma alternada sobre as mesmas.

 

Chelonistele sulphurea - planta JPG

Chelonistele sulphurea – Estruturas da planta

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

As flores são maravilhosas. Possuem em média 3,2cm de diâmetro, entrando na classificação mini-orquídeas. Possuem três grandes sépalas (uma dorsal e duas laterais), e duas diminutas pétalas, difíceis de observar, todas apresentando uma coloração verde translúcida. No labelo, de grandes proporções no conjunto, ampla predominância de branco com uma grande mácula amarela no centro. Na figura abaixo tento mostrar a distribuição destas estruturas florais:

 

Chelonistele sulphurea - flor JPG

Chelonistele sulphurea – Estruturas da flor

Planta de minha coleção

Créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

Importante frisar que as flores desta planta apresentam uma grande variação de coloração. A foto mostrada, e que utilizei como referência, e de exemplar de minha coleção.

Outro importante atributo para as flores desta orquídea é o fenomenal perfume adocicado com um indescritível poder de sedução. Aliás, aqui cabe um grande destaque para esta planta que antes pertencia à Coelogyne, um gênero conhecido por possuir algumas espécies com odores desagradáveis.

 

Apesar de sua vasta área de ocorrência, pelo avanço da especulação imobiliária, pela expansão das fronteiras agrícolas, pelas queimadas e, principalmente pela ação predatória do homem com a coleta irregular de exemplares para fins ornamentais e comerciais, Chelonistele sulphurea é uma das tantas orquídeas pertencentes ao temido rol das plantas com risco de extinção (Apêndice II). Esta lista é gerada pela CITES (inglês: Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora –  português: Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção).

 

Chelonistele sulphurea - CITES JPG

CITES – Logotipo

Imagem retirada da internet – Site:
https://mondodeirettili.blogspot.com/2012/04/cites-che-cose.html

 

 

É uma planta de fácil cultivo. Abaixo relaciono algumas orientações para quem tiver ou quiser adquirir esta planta:

  • Pode ser cultivada fixada em troncos de árvores, ou placas de madeira, com muitas raízes expostas.
  • Outra opção ainda é o cultivo em vaso de plástico ou caixeta de madeira. Neste caso utilize vasos preferencialmente rasos. Ainda, se esta for sua opção, então sugiro um substrato composto de partes iguais de casca de pinus, carvão vegetal e esfagno.
  • Por sua região de origem, com grandes índices de precipitações, vale destacar que a planta do dia precisa de muita umidade. Por este fato é que sugeri no item anterior a inclusão de esfagno no substrato.
  • Procure cultivar esta orquídea em local com boa ventilação e com sombreamento próximo a 50%.
  • Sugiro cultivo com temperaturas entre 10 e 35 graus. Proteja esta planta nos dias mais rigorosos do inverno.
  • Diminua um pouco o volume das regas quando começarem a aparecer as inflorescências para evitar o apodrecimento dos botões florais.
  • Pode ser dividida como quase todas as orquídeas de crescimento simpodial, cortando o rizoma e deixando pelo menos 3 ou 4 bulbos em cada parte da divisão.
  • Adube quinzenalmente.

 

Aqui no sul do Brasil floresce normalmente em pleno verão, e cada floração dura em média 20 dias. Recomendo.

 

A seguir relaciono algumas fotos ilustrativas, começando com exemplar de minha coleção:

 

 

Chelonistele sulphurea - mai2019 (8)

Chelonistele sulphurea

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Chelonistele sulphurea - mai2019 (1)

Chelonistele sulphurea

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Chelonistele sulphurea - mai2019 (3)

Chelonistele sulphurea

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Chelonistele sulphurea - mai2019 (5)

Chelonistele sulphurea

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

Chelonistele sulphurea - mai2019 (6)

Chelonistele sulphurea

Propriedade e créditos fotográficos:  Juan Pablo Heller (Curitiba – PR)

 

 

 

E agora mais algumas fotos, estas retiradas da internet:

 

 

 

Resultado de imagem para Chelonistele sulphurea

Foto retirada da internet – Site:
commons.wikimedia.org/wiki/File:Chelonistele_sulphurea_001_GotBot_2016.jpg

 

 

Resultado de imagem para Chelonistele sulphurea

Foto retirada da internet – Site:
http://www.orchidspecies.com/chelsulphrea.htm

 

 

Resultado de imagem para Chelonistele sulphurea

Foto retirada da internet – Site:
https://www.roellke-orchideen.de/index.php/en/online-shop/young-plants/product/view/4/860

 

 

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Foto retirada da internet – Site:
https://species.wikimedia.org/wiki/Chelonistele_sulphurea

 

 

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Foto retirada da internet – Site:
br.pinterest.com/pin/410742428488716408/?lp=true

 

 

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Foto retirada da internet – Site:
commons.wikimedia.org/wiki/File:Chelonistele_sulphurea_002_GotBot_2016.jpg

 

 

 

 

IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

Este blog é dedicado a pessoas que, como eu, amam e cultivam orquídeas. Meu objetivo com este trabalho é conhecer pessoas, divulgar e trocar informações sobre estas plantas.

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IMAGES: GOOGLE search

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