Cryptochilus roseus

 

Hoje vou falar da segunda planta sugerida para estudo por minha amiga Rosilene. Desta vez não se trata de um híbrido, mas sim de uma estupenda espécie do sul asiático, a Eria rosea, que atualmente é classificada como Cryptochilus roseus.

 

A joia do Velho Mundo

 

Cryptochilus é um gênero botânico pertencente à família Orchidaceae, descrito em 1824 pelo botânico dinamarquês Nathaniel Wallich (1786 – 1854).

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Nathaniel Wallich

Imagem retirada da internet - Site:
http://wallichresidence.com.sg/about

 

Wallich nasceu em Copenhague, onde se formou em botânica, além de ser mestre e doutor em medicina, formado na Universidade de Aberdeen. Trabalhou como cirurgião por muitos anos na Índia, e depois se dedicou exclusivamente às orquídeas, sua grande paixão, tendo descrito muitas plantas.

Dirigiu o Jardim Botânico de Calcutá, na Índia, e foi nomeado membro da Royal Society em 1829. Hoje existe um monumento em sua homenagem, erigido pela Companhia Britânica das Índias Orientais.

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Jardim Botânico de Calcutá – Detalhe da árvore Great Banyan, cujos galhos e raízes ocupam uma área de mais de 1,5 hectare. Estima-se que esta árvore tem mais de 250 anos.

Foto retirada da internet - Site:
www.expedia.com.br/Jardim-Botanico-Calcuta.d6106958.Guia-de-Viagem

 

Trata-se de um pequeno gênero composto atualmente por 6 espécies oriundas do sul da Ásia e ilhas do Pacífico (principalmente da Polinésia).

São plantas predominantemente epífitas, que eventualmente podem ser encontradas vegetando de forma rupícola ou terrestre. Habitam em diversos biomas e sob condições climáticas bem variadas. Algumas espécies gostam de regiões mais frias, como as encostas do Himalaia, outras preferem temperaturas altas como ocorre nos mangues tropicais.

O nome deste gênero, Cryptochilus, deriva do grego: kryptos, que significa “escondido”, “oculto”, e  cheilos, que significa “lábio”, “labelo”, em referência ao formato do labelo, que “esconde” a estigma e a antera da flor.

Agora a planta do dia, o espetacular Cryptochilus roseus, uma fantástica orquídea com inflorescências deslumbrantes.

Originalmente, no ano de 1826, esta planta foi descrita como Eria rosea pelo botânico inglês John Lindley (1799 – 1865). Recentemente, em 2010, após várias mudanças de classificação esta planta foi movida para o gênero Cryptochilus.

O nome desta espécie, roseus, é um epíteto latino que significa “cor de rosa”, em uma óbvia referência à cor das flores desta orquídea.

Esta planta é originária da região sul da China, mais especificamente do arquipelago Hainan, que é a menor província chinesa.

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Mapa localização – Hainan

Mapa retirado da internet - Site:
br.sputniknews.com/mundo/201608095994218-vietna-transfere-misseis-ilhas-mar-sul-China/

 

Hainan – praia típica

Foto retirada da internet - Site:
https://gegao.wordpress.com/introducing-hainan-island-china/

 

Pode ser encontrada em florestas densas, sombrias, quentes e úmidas, habitando de forma predominantemente epífita, em altitudes que variam entre 600 e 1500 metros.

Sinonímia: Eria rosea; Octomeria rosea; Pinalia rósea e Xiphosium roseum.

É uma planta de crescimento simpodial e médio porte. Rizoma curto com raízes velamentosas e suportando “gordos” pseudobulbos ovoides e comprimidos. Estes bulbos apresentam superfície lisa, quando novos, tornando-se enrugados com o passar do tempo. As folhas são grandes, finas, lanceoladas e frágeis.

A inflorescência é um show. Hastes eretas que brotam da base dos pseudobulbos e que podem chegar a 20cm de comprimento, suportando entre 2 e 5 pequenas e delicadas flores de aproximadamente 2 cm de diâmetro e sem perfume.

As pétalas são menores do que as sépalas, e se apresentam elevadas em relação ao plano da flor. Ambas são de cor branca translúcida, com uma leve tonalidade rósea. No labelo tonalidades mais fortes de branco e rosa, junto com um amarelo cintilante, complementam esta harmoniosa figura.

É uma planta relativamente fácil de cultivar. Seguem algumas dicas:

  • Pode ser cultivada fixada em cascas ou troncos de árvore, ou então em vasos de plástico ou caixetas de madeira, utilizando substrato confeccionado com partes iguais de casca de pinus, esfagno e carvão vegetal.
  • Cuidado com a drenagem. Não deixe acumular água no fundo do vaso.
  • Sugiro ainda um cultivo com 60% de sombreamento e temperaturas entre 10 e 40 graus.
  • Assim como as plantas do gênero Coelogyne, o Cryptochilus roseus também não gosta de ser dividida ou trocada de vaso com frequência. Só mexa nela se realmente for necessário.

E, da mesma forma que fiz na aula de 4ª-feira, vou dar algumas dicas para a Rosilene tentar estimula a floração de seu exemplar de Cryptochilus roseus:

  1. Aplicar as recomendações que acabo de citar sobre luminosidade e temperatura.
  2. Trocar o substrato se este for muito velho. É possível que o substrato atual esteja deteriorado e com elevado índice de acidez, o que impede a floração.
  3. Trocar o vaso cerâmico por outro confeccionado em plástico, ou melhor ainda, uma caixeta de madeira. O material cerâmico é ótimo quando novo, porém funciona como filtro, retendo sais e minerais que em excesso prejudicam a planta.
  4. Porém, a melhor dica que posso te dar é mudar a forma de cultivo para uma casca ou tronco de árvore. A orquídea certamente saberá retribuir com exuberantes e robustas floradas.

Floresce no inverno e sua floração dura entre 15 e 20 dias.

Seguem algumas fotos ilustrativas:

Foto retirada da internet - Site:
http://www.orquidariorecantodasflores.com.br/Eria-Rosea/prod-4002485/

Foto retirada da internet - Site:
http://forum.orchideenforum.eu/index.php?threads/blogeintrag-von-gast-diverse.38569/

Foto retirada da internet - Site:
http://orchids.la.coocan.jp/Eria/Eria%20rosea/Eria%20rosea.htm

Foto retirada da internet - Site:
www. orchidspecies.com

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Foto retirada da internet - Site:
www.flickr.com/photos/kuno_mejina/5425812910

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Foto retirada da internet - Site:
http://clube273.rssing.com/chan-44705061/all_p1.html

 

 

 

IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

Este blog é dedicado a pessoas que, como eu, amam e cultivam orquídeas. Meu objetivo com este trabalho é conhecer pessoas, divulgar e trocar informações sobre estas plantas.

É uma atividade amadora e sem fins lucrativos.

Se você encontrar alguma foto de sua autoria neste blog, e desejar a remoção, por favor envie um e-mail para  que a mesma seja retirada imediatamente. Obrigado.

 

IMAGES: GOOGLE search

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