Phalaenopsis pulcherrima

 

 

No final de semana passado este blog completou um ano de existência, espaço de tempo no qual falei de 226 magníficas orquídeas. Uma data importante e que muito me alegra. Hoje, dia 26, volto a brindar, mas desta vez em comemoração ao aniversário de minha adorável amiga Priscila, uma das principais incentivadoras para a criação deste blog, e responsável pela construção do formato inicial de exibição.

Priscila, dona de um sorriso cativante e que esbanja jovialidade e alto astral por onde passa. Muito obrigado por toda a ajuda. Que teu dia seja lindo, marcando o início de mais um ano de felicidade plena.

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Gif retirado da internet - Site:
 http://cantinhoencantado.blogs.sapo.pt/96613.html

 

Feliz pela ocasião hoje vou falar de uma orquídea estupenda e que tem lugar de destaque em minha coleção.

 

A “mini Phalaenopsis

 

Se você cultiva orquídeas há algum tempo, já deve ter ouvido falar de Doritis, gênero pertencente à tribo Vandeae, o mesmo das Vandas, Phalaenopsis, Angraecum, Arachnis, Renanthera, Rhynchostylis, Aerides e muitas outras.

As Doritis são muito parecidas com as Phalaenpsis, porém possuem flores bem menores e com inflorescências carregadas de flores. Por esta segunda característica, as Doritis sempre foram muito utilizadas para a geração de híbridos, cruzando suas espécies com as Phalaenopsis, obtendo as plantas que eram conhecidas como Doritaenopsis. Aliás, hoje é muito fácil encontrar no mercado estas plantas que são chamadas de “mini Phalaenopsis”.

 

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Mini Phalaenopsis

Foto retirada da internet - Site:
http://www.solardasorquideas.com/produto/mini-phalaenopsis/

 

Porém, em 2001 taxonomistas resolveram acabar com o simpático gênero Doritis, colocando suas cerca de 30 espécies no gênero Phalaenopsis. Mais uma decisão da qual discordo.

Mas, como minha opinião pouco importa no meio da orquidofilia mundial, mesmo com muita dificuldade vou tentar esquecer que um dia existiu o gênero Doritis, e falar da planta do dia, a soberba e espetacular Phalaenopsis  pulcherrima (ex-Doritis pulcherrima).

Então, ao trabalho… o gênero Phalaenopsis foi descrito em 1825 pelo botânico teuto-neerlandês Carl Ludwig Blume (1789 – 1862).

Blume nasceu na Alemanha mas passou a maior parte da sua vida profissional trabalhando nos Países Baixos, onde foi diretor do famoso herbário de Leiden. Em seu trabalho centralizou o estudo na flora do sudeste asiático, especialmente da ilha de Java, na época colônia holandesa, onde passou muito tempo coletando e pesquisando orquídeas.

Blume descreveu mais de mil espécies de plantas e escreveu vários livros e artigos, dentre os quais se destaca o “Collection des Orchides les plus remarquables De’Archipel Indien et du Japón”, lançado em  1858, com textos e ilustrações coloridas, o que era raro na época.

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Carl Ludwig Blume

Foto retirada da internet - Site:
https://memim.com/carl-ludwig-blume.html

 

Já a planta do dia foi descrita apenas em 1933, pelo botânico holandês Johannes Jacobus Smith (1867 – 1947), que dedicou boa parte de sua vida à pesqisa e coleta de orquídeas das Índias Orientais.

O nome deste gênero procede da latinização das palavras gregas phalaina, que significa “mariposa”, e opsis que significa “parecido”, aludindo à forma das flores que se assemelham a mariposas. Por isto, as plantas deste gênero recebem o nome popular de “Orquídea Borboleta” ou “Orquídea Mariposa”.

E pulcherrima, o nome da espécie, é um epíteto latino que significa “o mais bonito”.

As plantas do gênero Phalaenopsis são naturais da área que se estende desde o sul da China até o noroeste da Austrália. Já a espécie pulcherrima é originária da China, Vietnã, Índia, Tailândia, Laos, Camboja, Bornéu e Sumatra.

Esta magnífica planta, diferentemente que a esmagadora maioria das Phalaenopsis, não tem habito epífita. Vegeta fixada em rochas cobertas de musgo, de forma rupícola, ou de forma terrestre, em solos arenosos e ricos em matéria orgânica, sempre em florestas úmidas localizadas em altitudes que variam desde o nível do mar até 1200 metros.

Sinonímia: Doritis pulcherrima; Doritis pulcherrima f. alba; Doritis pulcherrima f. albiflora; Doritis pulcherrima f. apiculata; Doritis pulcherrima f. caerulea; Doritis pulcherrima f. nivea; Doritis pulcherrima f. purpurea; Doritis pulcherrima var. caerulea; Doritis pulcherrima var. apiculata; Doritis pulcherrima var. laotica; Phalaenopsis antennifera; Phalaenopsis buyssoniana; Phalaenopsis esmeralda; Phalaenopsis esmeralda var. albiflora; Phalaenopsis esmeralda var. candidula; Phalaenopsis esmeralda var. punctulata; Phalaenopsis esmeralda var. rubra; Phalaenopsis mastersii; Phalaenopsis pulcherrima f. alba; Phalaenopsis pulcherrima f. albiflora e Phalaenopsis pulcherrima f. caerulea.

As Phalaenopsis pulcherrima normalmente tem entre 4 e 8 folhas grossas, carnudas e de formato elíptico. Todo ano nascem duas folhas novas, ao mesmo tempo em que caem duas folhas velhas, localizadas mais perto da base da planta.

Aliás, estas folhas tem papel fundamental para esta planta. Como todas as vandáceas, esta orquídea não possui pseudobulbos. Assim, além da fotossíntese estas folhas acumulam a função de armazenamento de nutrientes.

A inflorescência é fantástica. Longas hastes florais eretas que podem passar de meio metro de comprimento, suportando dezenas de flores em seu terço final.

Estas flores tem entre 2 e 4cm de diâmetro, e a combinações de cores é bem variada. Sépalas e pétalas de formato e tamanho similares, normalmente voltadas para a parte traseira da estrutura floral. Na flor “tipo” predomina a cor rosa. No labelo uma combinação sutil e harmoniosa de rosa, púrpura, vermelho e branco. Um show.

Floresce normalmente no outono e sua floração dura em média 30 dias.

Seguem algumas dicas de cultivo:

  • A Phalaenopsis pulcherrima pode ser cultivada de várias formas. Eu recomendo cultivo em vaso plástico ou caixeta, com substrato composto de partes iguais de pedra brita, casca de pinus, carvão vegetal e areia grossa. Alguns produtores substituem a casca de pinus por casca de macadâmia. Ainda, como esta planta gosta de bastante umidade, sugiro acrescer um pouco de esfagno ou fibra de coco ao substrato.
  • Todavia falando de substrato, podemos utilizar uma técnica japonesa chamada de Kokedama, que consiste no cultivo utilizando uma bola de barro coberta de musgo.

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Kokedama de Phalaenopsis

Foto retirada da internet - Site:
http://www.petiteplanet.eu/Valentin-napi-Phalaenopsis-akcio
  • Como já citado esta orquídea precisa de muita umidade mas, logicamente, sem excessos. Um substrato bem drenado é fundamental para evitar o acúmulo de salinidade após as adubações. As Phalaenopsis são sensíveis a este fator, e esta é uma das principais causas para plantas que não florescem há muito tempo. Evite também o uso de vasos de barro, e não coloque cacos de barro no substrato. Estes filtram a água e retêm os sais.
  • Cuidado com o sol. Esta planta não tolera exposição em demasia aos raios solares. Cultive esta orquídea com 60% de sombreamento.
  • Em termos de temperatura as Phalaenopsis preferem climas quentes. 15 a 35 graus é o ideal. Proteja sua planta nos dias mais rigorosos do inverno.
  • Tome cuidado na hora de regar. Nunca deixe água acumulada no cálice (coroa) da planta, que é a cavidade formada na junção das folhas. Isto é um grande atrativo para o ataque de fungos e bactérias fatais para esta orquídea.
  • Ainda, após o término da floração sugiro cortar a haste floral logo abaixo da primeira flor da inflorescência. Provavelmente uma nova haste brotará lateralmente.

Seguem algumas fotos,

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Foto retirada internet - Site:
http://www.orchidspecies.com/doritispulcherma.htm

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Foto retirada internet - Site:
http://www.rv-orchidworks.com/orchidtalk/phalaenopsis-oncidium-intergenerics-bloom/40205-doritis-pulcherrima.html

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Foto retirada internet - Site:
https://pt.depositphotos.com/35568327/stock-photo-orchid-wild-name-doritis-pulcherrima.html

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Foto retirada internet - Site:
www.flickr.com/photos/vsny/30826538

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Foto retirada internet - Site:
http://www.phals.net/pulcherrima/pulcherrima-in-situ/index_e.html

 

 

IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

Este blog é dedicado a pessoas que, como eu, amam e cultivam orquídeas. Meu objetivo com este trabalho é conhecer pessoas, divulgar e trocar informações sobre estas plantas.

É uma atividade amadora e sem fins lucrativos.

Se você encontrar alguma foto de sua autoria neste blog, e desejar a remoção, por favor envie um e-mail para  que a mesma seja retirada imediatamente. Obrigado.

 

IMAGES: GOOGLE search

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11 pensamentos sobre “Phalaenopsis pulcherrima

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