Callista harveyana

 

Callista é um gênero botânico pertencente “a família Orchidaceae, proposto em 1790 pelo jesuíta, missionário, paleontologista, médico e botânico português João de Loureiro (1710 – 1791). Nove anos depois, em 1799, o renomado botânico sueco Olof Peter Swartz (1760 – 1818), sugeriu o nome Dendrobium.

Desde então Dendrobium foi amplamente difundido e atualmente é um dos gêneros mais cultivados e comercializados.

Como já visto, Dendrobium já foi um dos maiores da família Orchidaceae, com mais de 1200 variedades.  Porém, depois de muita discussão e, obviamente, de muita divergência entre estudiosos, foi publicada uma revisão completa deste gênero, agrupando as espécies em seis seções principais:

  • Callista
  • Dendrobium
  • Formosae
  • Latouria
  • Phalaenanthe
  • Spatulata

Callista a seção à qual pertence a planta do dia, é formada por apenas 10 espécies, todas originárias do sudeste asiático, Oceania e algumas ilhas do Pacífico.

  • Callista chrysotoxa
  • Callista densiflora
  • Callista farmeri
  • Callista griffithiana
  • Callista harveyana
  • Callista jenkinsii
  • Callista lindleyi
  • Callista palpebrae
  • Callista sulcata
  • Callista thyrsiflora

São todas plantas de hábito epífita e que possuem como principal característica distintiva, as fantásticas inflorescências pendentes e com muitas flores agrupadas, proporcionando um efeito deslumbrante.

 

 Agora vamos ao estudo da orquídea do dia. Mais uma das tantas maravilhas das espécies deste gênero. A espetacular Callista harveyana, uma orquídea exótica e encantadora.

 O nome desta espécie, harveyana, é uma homenagem ao inglês Enoch Harvey, da cidade de Aigburth, perto de Liverpool, que foi o primeiro europeu a conseguir fazer esta planta florescer.

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Centro de Aigburth (Inglaterra)

 Sinonímia: Dendrobium harveyanum.

 Trata-se de uma planta de hábito epífita e originária da Birmânia, Tailândia, Vietnã e sul da China, que pode ser encontrada vegetando fixada em grossos troncos de árvores localizadas entre 1000 e 1700 metros de altitude, onde predomina o clima de monções.

 O clima de monções é um tipo de clima tropical que se manifesta de maneira mais visível nas regiões do sul e sudeste asiático. A principal característica dessa composição climática é a sua variação em duas fases bem definidas, uma com um inverno extremamente seco e outra com um verão de chuvas constantes e torrenciais. Esta informação já nos fornece muitas dicas para o cultivo.

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Clima de monções

 Planta de médio porte e crescimento simpodial, com rizoma compacto e finos pseudobulbos sulcados e em forma de cana, que podem chegar a 30cm. Cada bulbo suporta de 2 a 10 folhas lanceoladas em sua parte terminal.

As hastes florais são ramificadas e pendentes podendo chegar a 15cm de comprimento. Brotam do terço superior dos bulbos velhos e caducos, e suportam em média 7 magníficas flores.

Estas flores tem em média 5cm de diâmetro. Toda a flor é de cor chamativa e vibrante. Um intenso amarelo-ouro. Mas, o ponto forte desta flor são as pétalas e labelo, densamente filamentados. Ou, utilizando um vocabulário mais grosseiro, podemos dizer que a flor aparenta ser “peluda”. Chamem como quiserem. O que importa é a beleza da flor… um show!!!!

Floresce na primavera e sua floração dura em torno de 15 dias.

É uma planta considerada de difícil cultivo fora de seu habitat. Para quem quiser se aventurar seguem algumas dicas:

  • Sugiro cultivar a Callista harveyana fixada em troncos ou cascas de árvores, e com muitas raízes expostas.
  • Se sua opção for cultivo em vaso ou caixeta, então utilize um substrato confeccionado com partes iguais de casca de pinus, carvão vegetal e esfagno. Recomendo cultivo de forma suspensa, ou então será necessário tutorar a planta.
  • Cuidado com água acumulada no fundo. O substrato deve ser arejado e drenar a água imediatamente.
  • Esta planta precisa de uma boa luminosidade. Sugiro cultivo com 40 a 50% de sombreamento e temperaturas entre 5 e 35 graus.
  • A principal dica para o cultivo desta planta já foi mencionada: muita água na primavera e no verão. A partir de outono diminuir as regas e, no inverno, stress hídrico. Apenas uma borrifada leve a cada 15 dias é suficiente.
  • Ainda, como na maioria das plantas do gênero Dendrobium, é possível fazer a produção de mudas pelo processo de estaquia. Para tanto basta retirar bulbos velhos da planta e cortá-los entre os nós, em pequenos pedaços que, acomodados sobre uma “cama de esfagno”, rapidamente começarão a produzir novas plantas.

Seguem algumas fotos ilustrativas:

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IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

Se você encontrar alguma foto de sua autoria neste blog, e desejar a remoção, por favor envie um e-mail para  que a mesma seja retirada imediatamente. Obrigado.

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4 pensamentos sobre “Callista harveyana

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