Coelogyne lawrenceana

O infeliz nome deste gênero, Coelogyne, deriva da latinização de duas palavras gregas: koilos, que significa “cavidade”, e gyne, que significa “mulher”, numa referência à profunda cavidade estigmática do gênero, que segundo o autor, John Lindley, se assemelha à genitália feminina.

Deixando a etimologia de lado, as mais de 200 espécies que compõem este gênero são originárias do sudeste asiático, e também são encontradas em quase todas as ilhas do sudoeste do Pacífico. Só em Bornéu existem quase 70 exemplares.

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Coelogyne – ocorrência

Infelizmente as orquídeas deste gênero são pouco cultivadas e comercializadas no Brasil. E os principais fatores são:

  • Tamanho da planta: as espécies de Coelogyne crescem muito rápido, e em pouco tempo formam grandes touceiras que ocupam muito espaço em orquidários e floriculturas.
  • Flores: não são muito valorizadas. Normalmente são pequenas e suas cores são discretas.

Particularmente eu discordo de tudo isso. Adoro as plantas deste gênero. Acho lindas suas flores e sou apaixonado por inflorescências pendentes, caso típico das espécies deste gênero.

Em todo caso, vamos ao estudo da planta do dia, a espetacular Coelogyne Lawrenceana, descrita em 1905 pelo botânico inglês Robert Allen Rolfe (1855 – 1921).  Rolfe foi o primeiro curador de orquídeas do Herbário no Royal Botanic Gardens, Kew, fundou a revista “The Orchid Review” e publicou muitos artigos sobre híbridos de espécies diferentes de orquídeas.

E o nome desta espécie, lawrenceana, é uma homenagem a Sir James John Trevor Lawrence (1831 – 1913), coletor e horticultor inglês. Trevor Lawrence foi presidente de Royal Horticultural Society (RHS), de 1885 a 1913, e foi um dos maiores colecionadores de orquídeas da época.

Sinonímia: Coelogyne fleuryi.

Esta planta é originária do Vietnã, onde vegeta de forma epífita em florestas primárias localizadas na Cordilheira do Himalaia, a mais alta cadeia de montanhas do mundo.

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Vietnã – mapa localização

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Vietnã

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Vietnã

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Cordilheira do Himalaia

Em seu habitat natural, a Coelogyne lawrenceana está sujeita às adversidades do clima monçônico tipo da região. O fim de sua floração coincide com a chegada das monções, famosas chuvas torrenciais praticamente diárias que ocorrem principalmente na primavera.

Os dois últimos parágrafos nos dão muitas dicas para um bom e correto cultivo para esta orquídea.

  • Temperatura: são plantas acostumadas com o frio.
  • Regas: depois da floração devemos regar em abundância esta planta, reduzindo o volume de água paulatinamente até serem quase suprimidas no começo do inverno.

Planta de grande porte que forma lindas touceiras. Cresce de forma simpodial. Rizoma rastejante e robusto, com raízes cobertas de tecido velame. Possui grandes pseudobulbos achatados e de forma oval. Cada um destes bulbos suporta duas longas folhas lanceoladas. A inflorescência brota da base do pseudobulbo. Uma haste pendente de até 25cm de comprimento suportando de uma a seis flores de aproximadamente 10cm de diâmetro.

As flores são lindíssimas. As sépalas são mais largas que as pétalas, e ambas são de cor verde oliva. O labelo é uma obra-prima. Um branco intenso e cintilante, com estrias e máculas internas cor castanho avermelhado, apresentando ainda detalhes na cor amarela. Um show.

Assim como a grande maioria das plantas deste gênero, a Coelogyne lawrenceana também emite um forte perfume, que atrai agentes polinizadores como abelhas, vespas e besouros.

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Floresce normalmente no final da primavera, e sua floração dura em média 20 dias.

Seguem algumas regras básicas para o cultivo da Coelogyne lawrenceana:

  • Pode ser cultivada em cascas ou troncos de árvores, vasos plásticos ou caixetas de madeira. Nestes últimos casos, por ter inflorescência pendente, sugiro cultivo de forma suspensa, utilizando um substrato com mistura de casca de pinus, esfagno e carvão vegetal.
  • Cultive esta planta com muita umidade, rápida drenagem e boa ventilação. Como já comentado, aumente significativamente as regas após a floração, e diminua sensivelmente estas regas no inverno.
  • Gosta de 50% de sombreamento e suporta temperaturas entre 0 e 35 graus. Proteja a planta nos dias mais rigorosos do verão e da incidência de raios solares diretos.

Seguem algumas fotos,

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IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

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