Dracula vampira

Hoje vou falar de um gênero de nome macabro, mas com lindas e simpáticas plantas, as famosas orquídeas do gênero Dracula.

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As plantas deste gênero são conhecidas popularmente por “orquídeas cara-de-macaco”, e são frutos do desmembramento do gênero Masdevallia, feito em 1978 pelo renomado médico e botânico estadunidense Dr. Carlyle August Luer.

Luer vem trabalhando desde 1975 no esclarecimento e revisão das 4.000 espécies da subtribo Pleurothallidinae, e seus respectivos gêneros da família Orchidaceae, entre os quais está o gênero Dracula.

Segundo Luer existem pouco mais de 135 espécies do gênero Dracula. São todas plantas de hábito epífita e crescimento simpodial. Mais de 90% delas são originárias das montanhas do lado oeste dos Andes, no centro e sul da Colômbia e norte do Equador. Completam a lista três espécies recentemente descobertas no Peru, uma conhecida do México, e também nove ou dez nos outros países da América Central.

O estranho nome deste gênero deriva da palavra romena Dracul, que tem sua origem no latim Draco, e este da palavra grega drákon que significa “Dragão”. Assim “Drácula” seria o diminutivo “Dragãozinho”, ou “Filho do Dragão”, numa referência à personagem histórica Vlad III, que deu origem à lenda do Conde Drácula, cujos dentes caninos são comparados às antenas das sépalas deste gênero. Muitas das espécies de Dracula têm nomes bem humorados, referenciando animais, monstros mitológicos, ou de histórias de terror tais como, chimaera, circe, chiroptera, diabola, lemurella, gorgona, marsupialis, nosferatu, polyphemus, simia, vampira e vlad-tepes.

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E não é só o nome deste gênero que é macabro. As condições ambientais para o seu desenvolvimento seguem a mesma linha. Preferem as áreas nebulosas das montanhas, onde o nível de umidade é elevadíssimo, e onde raramente são expostas à luz solar direta. Não toleram temperatura superior a 25 graus. São plantas que crescem muito bem e formam grandes touceiras quando as citadas condições são atendidas. Por outro lado são muito delicadas: uma semana de calor ou seca são capazes de acabar com uma enorme planta cultivada adequadamente por muitos anos. Um dia de calor excessivo faz também que todos os botões e flores murchem imediatamente.

Pelos fatos acima expostos, considero esta planta de difícil cultivo, e isto justifica o fato de ser muito raro encontrar plantas deste gênero em orquidários e floriculturas.

A planta do dia é a Dracula vampira, simpática orquídea que somente pode ser encontrada nas encostas do Monte Pichincha, no Equador, em altitudes compreendidas entre 1900 e 2500 metros acima do nível do mar.

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Pichincha é um vulcão ativo localizado na Cordilheira dos Andes, e que atinge os 4.784 metros de altitude. O último registro de erupção deste vulcão foi em outubro de 1999, e devastou várias cidades da região.

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Monte Pichincha, no Equador

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Vulcão do Monte Pichincha, em erupção – 1999

O nome da espécie, vampira, complementa e enfatiza o nome do gênero. Vampiro é um ser mitológico ou folclórico, que se alimenta do sangue de criaturas vivas.

Sinonímia: Dracula ubanquia e Masdevallia vampira.

Planta de pequeno porte formada por ramicaules curtos e eretos, suportando uma única folha fina, peciolada e de formato oval. A inflorescência é pendente e longa, podendo chegar a 35cm de comprimento e suportando flores de aproximadamente 5cm de diâmetro.

As flores desta incrível planta são muito interessantes. As sépalas terminam em um apêndice alongado parecido com uma cauda que pode chegar a 10cm de comprimento, e as pétalas são pequenas e praticamente imperceptíveis. O labelo também é pequeno e espalmado.

Em termos de cor mais uma curiosidade. Assim como a Brasiliorchis schunkeana, já estudada, e que é conhecida popularmente como “orquídea negra”, as flores desta planta também aparentam erroneamente ser negras. A orquídea negra é um mito, não existe nenhuma orquídea em que a cor predominante seja preta.

Na Dracula vampira sépalas e pétalas são de cor verde e cobertas por numerosas veias de tonalidade muito escura de roxo. No labelo predominam o branco e o rosa, com a existência também de veias roxas, mas em tonalidade mais clara.

Esta planta não tem época certa para floração, o que normalmente acontece mais de uma vez por ano. Cada floração dura em média uma semana.

Regras básicas para o cultivo:

  • Não recomendo o uso de cascas ou troncos de árvores, pela necessidade de alto índice de umidade que esta planta requer. O ideal são vasos plásticos do tipo “cestinha”, para facilitar a saida das inflorescências que frequentemente atravessam o substrato e saem pelos furos inferiores. Neste aspecto o cultivo deve ser similar ao das Stanhopeas, já visto.
  • Em termos de substrato, recomendo o uso apenas de esfagno.
  • Gosta e precisa de muita sombra. 70 a 80% de sombremento é o ideal.
  • Suporta temperaturas entre 0 e 25 É Imprescindível proteger esta orquídea nos dias mais quentes do verão.

Seguem algumas fotos,

Dracula vampira

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IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

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