Huntleya meleagris

Huntleya  é um gênero botânico da família Orchidaceae, proposto em 1837 pelo botânico inglês John Lindley (1799 – 1865). Este nome é uma homenagem a outro orquidófilo inglês do século XIX, o Reverendo J.T. Huntley.

O nome deste gênero também está vinculado a James Bateman (1811 – 1897), horticultor e latifundário também inglês, e que teria sugerido a Lindley esta homenagem ao Reverendo Huntley.

Bateman se aprofundou muito na orquidofilia e foi autor de muitas obras sobre o tema. Também ficou famoso por seus jardins, os “Jardins de Bateman”, originais e diferentes dos padrões europeus da época, e que eram divididos por setores e por temas. A novela da inglesa Priscilla Master, “Mr Bateman’s Garden“, lançada em 1987, é uma ficção que foi desenrolada nestes jardins.

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Este gênero é composto por 14 espécies originárias da América Central e América do Sul, onde vegetam de forma epífita e eventualmente humícola, em locais de grande umidade, onde o solo apresenta água empoçada, ou junto a lagos, rios e várzeas, pois não apresentam pseudobulbos para armazenamento de água e nutrientes.

Apenas duas espécies ocorrem no Brasil segundo a lista da flora brasileira publicada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro: Huntleya lucida e Huntleya meleagris, que é a planta do dia.

Trata-se de uma planta maravilhosa com lindíssimas flores que, por seu formato, são conhecidas popularmente como “Estrela da República” e, por sua consistência cerosa como “Flor de Couro”.

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Pesquisei muito sobre a etimologia no nome desta espécie, meleagris, e a única justificativa que encontrei foi uma referência ao latim, Avis meleagris, que é o nome dado a “galinha-da-índia”, mais conhecida no Brasil como “galinha-d’angola”. Estudiosos acreditam tratar-se de uma comparação das cores das flores desta planta com a referida ave. Muito estranho.

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Esta planta é originária de uma grande área que compreende a região norte do continente sul-americano e as regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. Em nosso país podemos encontrar esta planta vegetando de forma epífita em matas úmidas e sombrias de nossa Mata Atlântica, em altitudes que variam de 600 a 1300 metros.

Anteriormente foi classificada como Batemania meleagris; Batemannia meleagris var. albidofulva; Huntleya albidofulva; Zygopetalum meleagrisZygopetalum meleagris var. albido-fulvum.

Esta planta, de crescimento simpodial, possui rizoma robusto, ramificado e rastejante, com raízes velamentosas, que normalmente surgem da axila das folhas. É uma planta desprovida de pseudobulbos, e as folhas brotam do rizoma de forma agrupada e dispostas em forma de leque. Por este formato, é comum que esta orquídea seja confundida com bromélias do gênero Vriesea, um dos tantos da família Bromeliaceae.

Estas folhas são finas e lanceoladas, medindo entre 20 e 35cm de comprimento por 3cm de largura. A inflorescência surge da base da planta, portando uma flor solitária de textura brilhante e cerosa, com diâmetro entre 7 e 10cm.

O colorido desta flor é estupendo, porém muito difícil de definir. Sépalas, pétalas e labelo pintados com uma magnífica combinação de marrom-avermelhado, amarelo e branco.

Planta fácil de cultivar. Seguem algumas dicas:

  • A Huntleya meleagris pode ser cultivada em cascas ou troncos de árvores, desde que não sejam pequenos. O rizoma rastejante desta planta cresce e avança rapidamente sobre a superfície.
  • Pode também ser cultivado em vasos de plástico ou caixetas de madeira, utilizando o uso de um substrato confeccionado com partes iguais de casca de pinus, esfagno e carvão vegetal.
  • Sugiro ainda um cultivo com 50% de sombreamento e temperaturas entre 5 e 35 graus.
  • Cuidado com a drenagem. Não deixe acumular água no fundo do vaso.
  • Assim como no cultivo das Phalaenopsis, evite também o acúmulo de água na coroa formada pelas folhas da Huntleya, para evitar a proliferação de fungos e bactérias.

Floresce no verão, e sua floração dura em torno de 30 dias.

Seguem algumas fotos ilustrativas:

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IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

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