Vanda tessellata

Vanda é um gênero da família Orchidaceae composto por aproximadamente 60 espécies, de crescimento monopodial, nativas do sudeste asiático, desde as montanhas do Himalaia até as Filipinas, e norte da Austrália.

Porém, o número acima citado já deve ser um pouco maior pelas constantes revisões que estão sendo feitas. Recentemente alguns conhecidos gêneros como Ascocentrum, Christensonia, Euanthe e Neofinetia foram incorporados ao gênero Vanda. Difícil é conseguir se habituar aos novos nomes depois de anos de convívio com os nomes tradicionais.

O nome Vanda, uma palavra original em sânscrito, é creditado a Sir William Jones (1746-1794), renomado filólogo britânico que em 1784 fundou a “Asiatic Society”, em Calcutá, na Índia.

Na ocasião, Sir William Jones estava descrevendo plantas de hábitos similares ao das orquídeas hoje conhecidas como vandáceas.

O gênero Vanda foi estabelecido em 1820 pelo renomado botânico e físico escocês Robert Brown (1773 – 1858), quando descreveu a espécie tipo do gênero, a Vanda tessellata, que na ocasião ele batizou de Vanda roxburghii.

Brown se notabilizou como coletor de plantas no sudoeste asiático e na Oceania. Suas mais brilhantes descobertas foram nas terras hoje conhecidas como Austrália, onde coletou, entre 1801 e 1805, perto de 4000 plantas, das quais mais da metade eram até então desconhecidas. Infelizmente, para ele e para a ciência, boa parte da sua coleção perdeu-se quando o navio Porpoise, que transportava as referidas plantas para Londres, naufragou no meio da viagem.

Em sua grande maioria as espécies deste gênero apresenta hábito epífita. Raras são as adaptações para vegetação de forma rupícola, fixadas em rochas cobertas de musgo, ou em solos, de forma terrestre.

Em termos morfológicos são semelhantes às plantas do gênero Phalaenopsis, com flores grandes, cheias, arredondadas e planas. Muito comuns em orquidários e floriculturas, as Vandas são muito procuradas por colecionadores e admiradores de orquídeas. E motivos não faltam:

  1. São muito fáceis de cultivar.
  2. Adaptam-se muito bem a ambientes internos como residências, escritórios comerciais, salas de reuniões, etc, sendo uma ótima opção para decoração com sofisticação e bom gosto.
  3. São plantas de pequeno a médio porte, e que crescem na vertical. Não ocupam muito espaço.
  4. São plantas resistentes e que não exigem constantes trocas de vasos e substratos.
  5. As flores são de encantadora beleza.
  6. As cores podem ser as mais variadas possíveis: brancas, lilás, amarelas, verdes, rosas, púrpuras, entre outras.
  7. A pintura das flores pode ser estriada, flameada, pintalgada, lisa, etc.
  8. O tamanho das flores que pode variar de 3 a 15cm de diâmetro.
  9. A planta pode florir até três vezes por ano.
  10. Cada floração dura em média 60 dias.

Estas plantas só não são mais populares pelo alto valor de comercialização. E a razão é simples: o longo período de tempo entre a fecundação e a primeira inflorescência, que normalmente é superior a 10 anos.

As Vandas gostam de climas quentes e, principalmente, de umidade constante (na forma de evaporação). Por este fato, normalmente são encontradas perto de terrenos pantanosos e penduradas de árvores na beira de rios e lagos.

É uma planta originária da China, Índia, Bangladesh, Nepal, Sri Lanka, onde vegeta de forma epífita em altitudes entre 1000 e 1700 metros.

Anteriormente foi classificada como Aerides tessellatum; Cymbidium allagnata; Cymbidium tessellatum; Cymbidium tesselloides; Epidendrum tesselatum; Epidendrum tesseloides; Vanda roxburghii; Vanda roxburghii var. wrightiana e Vanda tesselloides.

CURIOSIDADE:

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A Vanda tessellata é uma orquídea muito utilizada na medicina oriental, principalmente na medicina UNANI, praticada no médio oriente e norte da Índia, e que tem por ideologia o aproveitamento do potencial terapêutico das plantas. Segundo especialistas, esta vandácea tem as seguintes propriedades:

  • A raiz é usada como um tônico para o fígado e para o cérebro, além de ser muito eficaz no tratamento de bronquite, hemorroidas, lombalgia, dor de dente e furúnculos do couro cabeludo. Incrível !!!
  • As raízes também tem alto poder anti-inflamatório, ajudam na prevenção e cura de distúrbios do sistema nervoso, na dispepsia, e auxiliam ainda no trato de doenças reumáticas e fraturas ósseas. Impressionante !!!
  • Estas mesmas raízes, cozidas, são administradas para pacientes com hemiplegia (um tipo de paralisia cerebral). Caramba !!!
  • As folhas da Vanda tessellata, trituradas e mescladas com cremes, formam um unguento com ação antipirética.
  • E, se tudo isto não basta, esta incrível orquídea ainda tem propriedades antibacterianas e antituberculosas, além de ser excelente no combate a dor ciática. Show !!!
  • Na Índia, ainda, a Vanda tessellata e utilizada junto com plantas alucinógenas, visando induzir o paciente a uma narcose hipnótica. Tô fora !!!

Usem e abusem, mas não toquem minhas Vandas.

 

Agora chega de medicina alternativa.

Assim como a Vanda coerulea e a Vanda tricolor, a Vanda tessellata também é muito utilizada na geração de híbridos.

Esta espécie pode passar de um metro de altura. Caule robusto, suportando folhas suculentas e recurvadas de aproximadamente 20cm de comprimento, e dispostas de forma alternada. A longa e racemosa inflorescência mede entre 20 e 50cm, e suporta entre 5 e 12 vistosas e perfumadas flores de aproximadamente 5cm de diâmetro.

As pétalas e as sépalas tem um colorido fenomenal. Um “mosaico” pintado de amarelo e marrom, delicadamente margeado de branco. No labelo, um desenho estriado combinando o amarelo com o bordô. Existe ainda a variedade chamada “blue”, que tem labelo de cor roxo-azulado. Um SHOW de flor.

Regras básicas para o cultivo:

  • Pode ser cultivada em vasos de plástico ou em cascas e troncos de árvore. Eu costumo cultiva-las de forma suspensa, amarradas em pequenas caixetas com pouquíssimo, ou nenhum substrato, e com suas longas e grossas raízes soltas e expostas, aumentando o poder de fotossíntese da planta.
  • Por questões estéticas deve ser tutorada, para evitar que o caule fique com formato sinuoso.
  • Precisa de muita umidade, rápida drenagem e boa ventilação.
  • Gosta de 60% de sombreamento e suporta temperaturas entre 10 e 40 graus. Proteja a planta nos dias mais rigorosos do inverno.

Floresce no final da primavera e suas flores duram mais de 30 dias.

Seguem algumas fotos,

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IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

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