Dendrobium aphyllum

Hoje vou falar de mais uma espetacular orquídea, a planta do dia, o Dendrobium aphyllum, descoberto no sul da Índia, em 1795, por William Roxburgh, e que na época foi denominado Limodorum aphyllum.

Dendrobium, o nome deste gênero, já foi visto anteriormente. Deriva do grego, dendron, que significa “árvore”, e bios, que significa “vida”, em referência ao hábito epífita da maioria destas plantas.

Já o nome da espécie, aphyllum, é formado pelo prefixo a, que está relacionada com “falta”, “negação”, e phyllo, que significa “folha”, em referência à inexistência de folhas durante o período de floração.

A maior parte dos colecionadores e comerciantes não conhece o nome desta espécie. Estão acostumados com o nome anterior desta planta, que era Dendobrium pierardii.

Aliás, para complementar a informação acima, esta planta já foi classificada como  Limodorum aphyllum, Cymbidium aphyllum, Epidendrum aphyllum, Dendrobium cucullatum, Pierardia bicolor, Dendrobium pierardii var. cucullatum, Callista aphylla, Dendrobium oxyphyllum, Dendrobium madrasense, Dendrobium aphyllum var. cucullatum, Dendrobium aphyllum var. katakianum e Dendrobium pierardii.

Esta planta, de crescimento simpodial, habita normalmente de forma epífita, podendo ocasionalmente ser encontrada habitando de forma rupícola, fixada em penhascos calcários.

É natural da China, Bangladesh, Índia, Nepal, Sri Lanka, Tailândia, Laos, Malásia, Bornéu,  Java e Sumatra, em altitudes que variam de 200 a 1500 metros.

Assim como o Dendrobium nobile, recentemente estudado, o Dendrobium aphyllum também produz mudas aéreas (keikis) com facilidade, e pode ser reproduzido pelo processo de estaquia.

É uma planta muito interessante, com longos pseudobulbos pendentes que podem passar de 2 metros de comprimento. Ao término da época de crescimento a maior parte das flores caem, deixando os pseudobulbos nus, e indicando que logo começará a floração.

Floresce entre o final do inverno e início da primavera, em inflorescências múltiplas por pseudobolbo.

As flores, sustentadas por hastes de 2,5cm de comprimento, são levemente perfumadas, e medem entre 4 e 5cm de diâmetro. Possuem sépalas e pétalas na cor rosa, e o labelo de cor branca e em forma de trombeta.

A floração dura apenas uma semana, mas a abundância de flores, e a beleza dos cachos pintados de rosa, compensam tudo.

Diferentemente que o Dendrobium nobile, o Dendrobium aphyllum prefere um pouco mais de sombra e calor. O ideal é algo em torno de 50% de sombreamento e temperaturas entre 10 e 35 graus.

Pode ser cultivada fixada em árvores, troncos ou placas de madeira, ou ainda em vasos, mas sempre de forma suspensa, para que seus longos bulbos pendentes possam se desenvolver adequadamente.

No caso de vasos sugiro um substrato composto de partes iguais de casca de pinus e carvão vegetal.

Inclusive, é muito raro ver esta orquídea em exposições, pela dificuldade em seu transporte. Flores delicadas em longos cachos pendentes. A cada buraco na estrada, um par de flores no banco do carro.

Seguem algumas fotos:

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IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

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