Pleurothallis sonderana

Hoje vou começar a falar de um dos gêneros que mais admiro e coleciono. O segundo maior gênero da família Orchidaceae, com mais de 1300 espécies, perdendo apenas para o gênero Bulbophyllum. Um gênero normalmente desprezado e de baixíssimo valor comercial. Um gênero de flores pequenas e com atrativos difíceis de ver a olho nu. Estou falando do gênero Pleurothallis.

O nome deriva do latim: pleurothallos, que significa “ramos em forma de costela“. Isto se refere à semelhança dos ramicaules de muitas espécies, com o formato das costelas de um homem.

As mais de mil espécies deste gênero, quase todas micro-orquídeas, podem  ser encontrado desde os Estados Unidos até o norte da Argentina. A maioria de suas espécies está em locais altos da Cordilheira dos Andes, principalmente na Colômbia e no Peru. No Brasil podemos encontrar centenas de plantas deste gênero, em todos os biomas, com maior incidência na Mata Atlântica.

Na grande maioria são plantas de hábito epífita, raramente rupícolas, e sempre de crescimento simpodial.

A planta do dia é o Pleurothallis sonderana, que alguns estudiosos preferem classificar como Acianthera sonderana. Pesquisei bastante sobre este tema e não cheguei a nenhuma conclusão. Na dúvida, fico com o nome ao qual estou acostumado… Pleurothallis sonderana.

Anteriormente esta planta já foi classificada como Humboldtia sonderiana; Pleurothallis sonderiana var. longicaulis e Specklinia sonderiana.

A Pleurothallis sonderana é natural das matas úmidas e nubladas da Serra do Mar, nas regiões sul e sudeste do Brasil, e pode ser encontrada em altitudes que vão de 500 a 1500 metros, sempre fixada em galhos de árvores cobertos de musgo.

Apesar de ser uma planta típica da Serra do Mar, onde ocorre em abundância, esta orquídea é muito comum nas praças e parques de Curitiba.

É uma orquídea de fácil cultivo, sempre que atendidas as exigências básicas da planta. Seguem algumas recomendações:

  • Embora muitos colecionadores utilizem vasos de plástico, eu sugiro o cultivo em casca ou tronco de árvore. Mas, se você utilizar vasos, então sugiro substrato composto por partes iguais de casca de pinus, esfagno e carvão vegetal.
  • Procure manter uma boa umidade no cultivo, porém cuidado: esta planta não tolera excessos nas raízes, que apodrecem se ficarem encharcadas.
  • Não gosta de muita luminosidade. Recomendo cultivo em lugares com 60% de sombreamento, e temperaturas entre 0 (zero) e 35 graus.

Esta simpática micro-orquídea tem flores amarelas que medem 0,3 x 0,5cm, suportadas por hastes de até 3cm com 1 a 5 flores.

Floresce no verão mas, se bem cultivada pode florir mais de uma vez por ano. Capriche!!!

Seguem algumas fotos:

 

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IMAGENS: fonte pesquisa GOOGLE

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