Coryanthes macrantha

Hoje vou falar de um dos gêneros mais interessantes da família Orchidaceae e, na minha opinião, de todo o reino Plantae.

O nome Coryanthes deriva da latinização de duas palavras gregas: kórys, que significa “capacete”; e antheos, que significa “flor”, referindo-se à forma do labelo. São popularmente conhecidas pelo nome ”bolsa de pastor”.

Existem perto de 30 espécies deste gênero, que podem ser encontradas desde o México até o sudoeste do Brasil, com grande presença na região amazônica.

São plantas de hábito epífita e que produzem grandes flores, sempre em pares (duas flores em cada haste floral).

Assim com as orquídeas do gênero Stanhopea, visto ontem, a inflorescência das Coryanthes também brota da base do pseudobulbo, e cresce para baixo. Portanto, segue a mesma recomendação: o cultivo destas plantas deve ser feito de forma suspensa, em caixetas de madeira feitas com ripado bem afastado, ou em cachepós aramados. Se utilizarmos vasos com base fechada, ou com furos pequenos, a planta nunca florescerá.

As plantas deste gênero vivem associadas a colônias de formigas do gênero Azteca, em perfeita simbiose. A flor desta orquídea secreta continuamente um néctar viscoso e açucarado que atrai estas formigas, que rapidamente constroem seu formigueiro em torno da planta. As formigas se beneficiam do alimento açucarado, e a planta da proteção oferecida pelo formigueiro, e da possibilidade destas formigas se tornarem polinizadores.

As espécies de Coryanthes, possuem um espetacular artifício para atrair polinizadores e fixar suas polínias. Junto à base da coluna de suas flores há dois cornos que funcionam como bicas, de onde brota um líquido doce e pegajoso que pinga em seu labelo em forma de balde. Os insetos, principalmente formigas e abelhas, consomem este líquido até ficar embriagados e cair dentro desse “balde”, onde ficam encharcados do líquido pegajoso. Para fugir da armadilha, o único caminho é uma estreita e apertada abertura sob a antera e o estigma, obrigando o inseto a passar pelas polínias que se fixam em seu dorso. Depois, é só torcer para que os insetos polinizem a mesma ou outra flor.

A planta do dia é a Coryanthes macrantha, orquídea natural das Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru e Brasil, principalmente na região amazônica, nos igapós localizados às margens de rios, como o Rio Negro.

Suas flores medem em torno de 7cm de diâmetro, com hastes de aproximadamente 45cm. Apreciam sombreamento de 50%, e suportam temperaturas entre 15 e 35 graus.

Pela já citada facilidade de polinização gerada pela “armadilha” das plantas desta espécie, sua flor fica pouco tempo aberta. Normalmente entre 4 a 5 dias.

Florescem entre o final da primavera e o começo do verão.

Esta orquídea, que já foi classificada como Gongora macrantha e Panstrepis paradoxa, é uma das plantas mais difíceis de cultivar longe de seu habitat.

Seguem algumas fotos,

Coryanthes macrantha 1

Coryanthes macrantha 2

Coryanthes macrantha 3

Coryanthes macrantha 4

Coryanthes macrantha 5

Coryanthes macrantha 6

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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4 pensamentos sobre “Coryanthes macrantha

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