Cattleya labiata

A distribuição geográfica das Cattleyas ocorre desde o hemisfério norte (México), passando pela América Central até a América do Sul, onde ocorre em maior número de espécies. No Brasil, aparece em todos os estados. Existem em torno de 120 espécies neste gênero, sendo a enorme maioria originária do Brasil.

O nome dado a este gênero foi uma forma de homenagear a Sir William Cattley, horticulturista inglês do século XIX.

Hoje vou falar da Cattleya labiata, esta maravilhosa planta que, acertadamente, aqui no Brasil é chamada de “rainha do nordeste” ou “rainha do sertão”.

Esta orquídea é natural do interior do nordeste brasileiro, em lugares como a Zona da Mata, Zona do Agreste e Zona do Sertão, principalmente em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Alagoas, em altitudes entre 500 e 1000 metros.

É uma planta de hábito epífita, crescimento simpodial e que gosta de bastante luminosidade (sugiro sombreamento de 40%). Suporta temperaturas entre 10 e 35 graus e gosta de um bom e forte orvalho noturno.

Esta Cattleya monofoliada, tem uma flor bem grande, que pode chegar a 20cm de diâmetro. Cada inflorescência tem de 2 a 5 flores, em hastes de aproximadamente 10cm de comprimento. Seu perfume é maravilhoso, e é mais acentuado no período da manhã. Inclusive, como curiosidade, um dos mais famosos perfumes do mundo, o Chanel número 5, foi desenvolvido tentando imitar o aroma adocicado desta orquídea.

Floresce normalmente entre o final de dezembro e o começo de março. Porém, trata-se de uma planta que sofre profundas influências do regime pluvial, o que pode acarretar em florações fora do período citado.

Existem muitas variações de Cattleya labiata: tipo, alba, semi-alba, suave, ametistina, coerulea, concolor, rosada, flâmea, rubra e venosa.

É uma planta de fácil cultivo e indispensável em qualquer coleção.

Sugiro preparar um substrato com partes iguais de carvão vegetal, pedra brita e casca de pinus, em vasos de barro rasos e apertados, ou caixetas de madeiras pequenas, visando permitir a exposição de boa parte das raízes para realização de fotossíntese. Estudos mostraram que a Cattleya labiata apresenta muito mais clorofila nas raízes do que as demais plantas deste gênero.

Seguem algumas fotos,

Cattleya labiata tipo 2

Cattleya labiata var. tipo   (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Cattleya labiata tipo

Cattleya labiata var. tipo   (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Cattleya labiata var alba 1

Cattleya labiata var. alba   (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Cattleya labiata var alba 2

Cattleya labiata var. alba   (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Cattleya labiata var coerulea 1

Cattleya labiata var. coerulea      (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Cattleya labiata var coerulea 2

Cattleya labiata var. coerulea      (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Cattleya labiata var rubra 1

Cattleya labiata var. rubra      (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Cattleya labiata var rubra 2

Cattleya labiata var. rubra      (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Cattleya labiata var semi alba 1

Cattleya labiata var. semi-alba      (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Cattleya labiata var semi alba 2

Cattleya labiata var. semi-alba      (FOTO: DIVULGAÇÃO)

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